247 – Em nova coluna em seu blog no 247, o jornalista Paulo Moreira Leite questiona o argumento de que a presidente da Petrobras, Graça Foster, não teria “credibilidade” para continuar no comando da empresa diante das denúncias de corrupção. Segundo ele, trata-se de um discurso “subjetivo demais”. São “palavras vazias”, afirma. “Servem para justificar mudanças políticas de aparência bem intencionada mas que frequentemente se mostram contraproducentes e temerárias”, explica.
“Na maioria das sociedades, quem confere — ou retira — a credibilidade de uma pessoa são os meios de comunicação. São eles que dizem que a palavra de uma autoridade merece — ou não — a confiança do cidadão. Podem levar a sério ou desprezar seus argumentos. Podem lhe dar espaço ou podem promover um massacre. Tudo depende de sua visão sobre a personagem. Num país onde os meios de comunicação retratam um lado só, raciocinam por um pensamento único, nós sabemos o que acontece”, escreve o diretor do 247 em Brasília.
Segundo PML, “num país onde se fala um idioma de significados trocados, uma novilíngua no melhor estilo da obra de George Orwell, credibilidade tornou-se sinônimo de ‘aprovação do mercado’, ‘condições’ podem ser traduzida por ‘apoio da mídia’. São essas forças que querem mudar a presidência da Petrobras. Para fazer o que?”, pergunta. O próprio jornalista responde: “No início das investigações sobre a Petrobrás, o alvo nobre era Sergio Gabrielli, o ex-presidente. Era uma tentativa para chegar até Lula. O alvo nobre hoje é Graça. A meta é Dilma”.
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