247 – No início do governo Dilma Rousseff, quando Alfredo Nascimento foi o primeiro ministro a ser defenestrado, caindo da pasta dos Transportes, o PR anunciou que faria oposição, mas sempre manteve a porta aberta para uma eventual reconciliação. Agora, depois que o partido perdeu a chance de voltar a assumir a pasta dos Transportes e o principal desafeto de Nascimento, o também senador Eduardo Braga (PMDB/AM), se tornou líder do governo, o rompimento parece ter sido definitivo.
Sob a liderança de Nascimento, o PR orientou seus diretórios regionais a buscar alianças em todas as capitais contra candidatos petistas. Ou seja: o PR, que com José Alencar foi um dos esteios da vitória de Lula em 2002, já começa a se definir como uma espécie de anti-PT. É mais uma notícia ruim par a candidatura de Fernando Haddad, em São Paulo, que continua isolada, sem ter fechado nenhuma aliança relevante. Na capital paulista, o PR tem um puxador de votos, o ex-palhaço Tiririca, que foi o deputado mais votado das últimas eleições. Tiririca poderá ser candidato em São Paulo ou seguir a orientação do seu partido, fechando com Gabriel Chalita, do PMDB, ou até José Serra, do PSDB. Haddad, jamais. O candidato petistas também vem encontrando dificuldades para fechar com outras siglas, como PDT, PC do B e PSB, que pendem ora para o PMDB, ora para o PSDB.
CPI da Casa da Moeda
Com a nova postura oposicionista, o PR fez com que sete senadores deixassem a base do governo. Entre eles, há até quem defenda a instalação de CPIs contra o governo federal. É o caso do senador Magno Malta (PR-ES), que já fala em recolher assinaturas para uma CPI sobre os desvios na Casa da Moeda, onde o ex-presidente Luiz Felipe Denucci caiu, acusado de receber R$ 25 milhões em propinas. Seria uma investigação incômoda para o governo, porque poderia atingir também o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
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