247 – O PSDB continua vestindo os trajes da moralidade. Prova disso é o silêncio diante da prisão, na tarde desta quarta-feira 18, do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por determinação do juiz Sérgio Moro.
Hoje, no Congresso, o presidente da legenda, o senador Aécio Neves (MG), que já teve o nome citado por vários delatores no âmbito da Operação Lava Jato, frustrou os jornalistas ao passar direto sem comentar o caso Cunha, conforme vídeo divulgado pelo jornalista George Marques no Twitter. Assista abaixo:
Também enrolado na Lava-Jato, Aecio Neves frustra jornalistas e não comenta sobre prisão de Eduardo Cunha: pic.twitter.com/NxrHo0lKSg
— George Marques (@GeorgMarques) 19 de outubro de 2016
Outras lideranças tucanas, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o deputado Carlos Sampaio (SP) também nada disseram até o momento sobre a prisão de Cunha. Apenas o líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (BA), soltou uma nota discreta sobre o episódio.
“Já era de certa forma esperada, diante da quantidade de denúncias e da gravidade dos fatos a ele atribuídos. É mais um passo da Operação Lava Jato e cabe agora à Justiça, no vigor do regime democrático de Direito, realizar o julgamento final”, disse Imbassahy.
Nos últimos anos, desde o início da Lava Jato e especialmente na luta para apear do poder a presidente Dilma Rousseff, o PSDB assumiu um viés moralista, indicando que a corrupção atingiria apenas o PT e seus membros. Aécio, porém, a todo custo para concretizar o impeachment, se aliou a Cunha, três vezes réu no Supremo. E mantém o silêncio quando o ex-aliado é preso.
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