PSDB busca distanciamento de eventual governo Temer

Após se juntar ao PMDB para viabilizar a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o PSDB pode endurecer a decisão de impedir que membros do partido aceitem cargos em um eventual governo do vice Michel Temer; de olho em 2018, partido avalia fechar questão em torno do assunto, limitando a participação…

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247 – O PSDB pode endurecer a decisão de impedir que membros do partido aceitem cargos em um eventual governo do vice Michel Temer. Apesar do apoio institucional a cúpula tucana avalia a possibilidade de fechar questão em torno do assunto, limitando a participação do PSDB ao nome do senador José Serra em algum ministério. Na reunião da Executiva da legenda, que está marcada para a terça-feira, também serão definidas punições para quem aceitar algum convite alegando ser uma decisão de caráter pessoal. Neste caso, o convidado teria que se licenciar do partido e não disputar as eleições presidenciais de 2018.

Proposta contra a aceitação de cargos foi feita pelo líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB).O secretário geral da Legenda, deputado Sílvio Torres (SP), também alega conflito de interesses, já que a legenda ingressou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a impugnação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer.

“Para conseguir o apoio de todos os partidos, Michel não pode levar presidenciáveis para sua equipe de ministros, senão desequilibra o jogo para 2018. Se insistir, vai ter que dar um ministério para o Serra, um para o Geraldo, outro pro Beto Richa, para o Marconi e outro para o Aécio. Ele não tem como acomodar todo mundo”, disse Torres.

Segundo ele, o PSDB dará “todo o apoio para tirar o Brasil da crise”. “Mas teremos uma posição para que não paire dúvidas sobre o projeto próprio do PSDB. Discutiremos eventuais convites em caráter pessoal. Quem tiver cargo no ministério, tem que estar totalmente fechado com o governo, mas o PSDB pode não concordar com 100%”, emendou.

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