Psol e Rede pedem ao STF afastamento de Cunha

Parlamentares do Psol e da Rede Sustentabilidade pediram nesta quarta (3) ao Supremo Tribunal Federal o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); o pedido foi recebido como manifestação no Supremo, sem valor jurídico; “O número sempre crescente de acusações graves, somado ao grande poder que a função de presidente da Câmara…

Parlamentares do Psol e da Rede Sustentabilidade pediram nesta quarta (3) ao Supremo Tribunal Federal o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); o pedido foi recebido como manifestação no Supremo, sem valor jurídico; “O número sempre crescente de acusações graves, somado ao grande poder que a função de presidente da Câmara proporciona, mostram que a manutenção de Cunha na presidência e no exercício do mandato, tendo em vista a enorme influência que exerce sobre um grande grupo de parlamentares, impede que o interesse público predomine nos trabalhos daquela Casa”, alegam os deputados
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André Richter – Repórter da Agência Brasil

Parlamentares do Psol e da Rede Sustentabilidade pediram hoje (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O pedido foi recebido como manifestação no Supremo, sem valor jurídico.

Segundo os parlamentares, a manutenção de Cunha no cargo, na condição de investigado na Operação Lava Jato, impede que o “interesse público predomine nos trabalhos da Casa”.

“O número sempre crescente de acusações graves, somado ao grande poder que a função de presidente da Câmara proporciona, mostram que a manutenção de Cunha na presidência e no exercício do mandato, tendo em vista a enorme influência que exerce sobre um grande grupo de parlamentares, impede que o interesse público predomine nos trabalhos daquela Casa”, alegam os deputados.

Um pedido formal de afastamento de Cunha tramita no STF desde dezembro do ano passado. De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Cunha está utilizando seu cargo para intimidar parlamentares e cometer crimes. Não há data definida do julgamento.

Cunha é investigado em dois inquéritos no Supremo: um investiga supostas contas no exterior e outro apura se o parlamentar recebeu US$ 5 milhões para viabilizar a contratação, em 2006 e 2007, de dois navios-sonda pela Petrobras com o estaleiro Samsung Heavy Industries.

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