PSOL e Rede recorrem ao MP para afastar Cunha

Deputados do PSOL e da Rede entregaram nesta quarta-feira 9 à vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, pedido de afastamento cautelar do presidente da Câmara; “A Procuradoria-Geral da República tem prorrogativa de encaminhar o procedimento ao STF. Os fatos têm sido recorrentes”, afirmou o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ); segundo ele, Ella Wiecko sinalizou…

Deputados do PSOL e da Rede entregaram nesta quarta-feira 9 à vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, pedido de afastamento cautelar do presidente da Câmara; "A Procuradoria-Geral da República tem prorrogativa de encaminhar o procedimento ao STF. Os fatos têm sido recorrentes", afirmou o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ); segundo ele, Ella Wiecko sinalizou que pode se posicionar até o início do recesso do Poder Judiciário, o que pode indicar uma resposta até a próxima semana
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Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil

Deputados do PSOL e da Rede entregaram nesta quarta-feira 9 à vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, pedido de afastamento cautelar do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do cargo. “A Procuradoria-Geral da República tem prorrogativa de encaminhar o procedimento ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os fatos têm sido recorrentes”, afirmou o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ).

O parlamentar voltou a afirmar que Cunha tem usado o cargo para se proteger de um processo de cassação em andamento no Conselho de Ética. Pela sexta vez, o colegiado tentará votar o parecer do relator Fausto Pinato (PRB-SP), que defende a continuação das investigações.

Com um mandado de segurança, Eduardo Cunha tentou substituir o relator, alegando que Pinato é do mesmo bloco partidário do representado e isto, segundo o Regimento Interno da Casa, não é permitido.

Numa decisão proferida ontem (8), o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, negou o pedido por não se tratar de questão constitucional.

“Os fatos de ontem [com a eleição da chapa 2 para compor a comissão especial que vai analisar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff] pareciam ser o limite, mas já temos informação de que hoje, em função da negativa do Supremo de afastamento do relator, eles recorreriam à Mesa Diretora da Casa presidida por Cunha para afastar o relator. As manobras não têm limites”, afirmou.

Segundo Alencar, Ella Wiecko sinalizou que pode se posicionar até o início do recesso do Poder Judiciário, o que pode indicar uma resposta até a próxima semana.

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