247, com informações da Agência Estado – A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula se encontraram pela primeira vez depois da divulgação de denúncias de corrupção contra o ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB). Nesta manhã, os dois estiveram na inauguração da ponte sobre o Rio Negro, em Manaus, que ligará as duas margens. A situação de Orlando Silva continua indefinida. Após reunião com Dilma na última sexta-feira, ficou decidido que o ministro continuaria no comando da pasta, mas segundo o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a presidente ainda pretende avaliar a situação nos próximos dias. Se depender de Lula, Orlando Silva permanece no governo.
Durante a cerimônia, realizada no dia em que a cidade completa 342 anos, Dilma anunciou a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e a ampliação dos benefícios para toda região metropolitana da capital amazonense. “Trouxe dois presentes”, afirmou Dilma ao anunciar as duas medidas. “Queremos que a Zona Franca gere emprego a milhões de amazonenses”, disse.
De acordo com Dilma, a ocupação de vagas geradas na Zona Franca vai enfraquecer a exploração predatória da floresta amazônica. “Este é um reconhecimento da situação do povo do Amazonas e do que representa a floresta e sua imensa riqueza de biodiversidade para o País”, disse a presidente, ao lado do governador do Amazonas, Omar Aziz, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Quando impedimos o desmatamento, criamos oportunidades de trabalho para o Amazonas. Aqui combinamos duas coisas, o crescimento e a preservação do meio ambiente”, completou, antes de exaltar a inauguração da Ponte Rio Negro e parabenizar os moradores de Manaus pelo aniversário da cidade. “A ponte é um monumento à altura dos 342 anos”, disse. “Desejo a Manaus, ao Amazonas e ao povo amazonense um feliz aniversário.”
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