247 – A presidente Dilma Rousseff está quase convencida a adiar sua reforma ministerial, antes prevista para janeiro, para o mês de março. É esse o desejo do PT, do ex-presidente Lula e, sobretudo, dos ministros que serão candidatos em estados importantes, como Alexandre Padilha, que deixará a Saúde para concorrer em São Paulo, e de Fernando Pimentel, que sairá do Desenvolvimento para ser candidato em Minas Gerais. Nos dois estados, o PT avalia que tem boas chances de romper a supremacia do PSDB.
Tanto Padilha como Pimentel, que é amigo pessoal da presidente, têm argumentado que precisam de mais tempo, para garantir maior exposição, antes do início, de fato, da corrida eleitoral. Padilha conta com o sucesso do Mais Médicos e Pimentel implantou programas como o Brasil Maior, em apoio aos setores produtivos.
O problema é que, com a saída em março, os novos ministros teriam mandatos muito curtos – e, nesse sentido, ganharia força a ideia de nomear os secretários-executivos dos ministérios. O que dificultaria composições com novos aliados, como o Pros, dos irmãos Ciro e Cid Gomes, governador do Ceará. Ciro vem sendo cogitado para o Ministério da Saúde, mas uma das alternativas é a Integração Nacional, também prometida ao senador peemedebista Vital do Rêgo (PMDB-PE).
O martelo, no entanto, só será batido após o recesso de janeiro, quando a presidente Dilma voltará de uma temporada de descanso numa praia da Bahia.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão