247 – O ministro Teori Zavascki, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de bens no valor de até R$ 500 mil do patrimônio do senador Valdir Raupp (PMDB-RO).
Raupp é acusado pela Procuradoria-Geral da República de ter praticado os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, supostamente ao solicitar doação da construtora Queiroz Galvão, que destinou R$ 500 mil ao Diretório Regional do PMDB em Rondônia.
Segundo a PGR, “a propina foi paga sob o disfarce de doações eleitorais ‘oficiais’” para a campanha do parlamentar ao Senado em 2010.
Aos investigadores da Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o lobista Fernando Soares disseram que Raupp pediu ajuda financeira para a sua campanha em 2010.
Em depoimento à PF, Othon Zanoide de Moraes Filho, que era responsável pelas doações eleitorais feitas pela Queiroz Galvão, confirmou que Youssef solicitou dinheiro para o PMDB em Rondônia durante as eleições de 2010. “Que questionou Youssef naquela ocasião, tendo ele respondido que a doação ora solicitada ao PMDB era de interesse do PP. Que assim foi feito tendo ocorrido doação oficial ao PMDB/RO”, disse Moraes Filho.
Em nota, Raupp disse que “jamais compactuou com qualquer ilícito e que a doação em questão foi feita, diretamente, ao Diretório Estadual do PMDB de Rondônia”. O parlamentar também afirmou que “confia nos órgãos da Justiça e aguarda, serenamente, a instrução do processo, certo de que a fragilidade das provas e dos argumentos apresentados conduzirão à sua absolvição”.
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