247 – O vice Michel Temer recuou no golpe contra Dilma Rousseff para se manter no comando do PMDB. Segundo Natuza Nery, ele busca a neutralidade do Planalto na disputa pela presidência do partido, em março, para ser reconduzido com tranquilidade ao posto.
‘Se conseguir a unidade da sigla em torno de seu nome, Temer pavimenta o caminho dos dois desfechos possíveis para o processo contra Dilma: se a deposição tiver êxito, terá o leme na mão; Se a proposta não vingar, as pontes com o governo poderão ser refeitas’, diz.
Senadores liderados por Renan Calheiros já estão montando uma provável chapa pela eleição de Romero Jucá. Renan coordenou o retorno do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) –aliado do Planalto– à liderança da sigla na Câmara.
Ainda de acordo com Natuza, a ideia é se reeleger ao comando da legenda primeiro e, depois, ver como o impeachment caminha. Afirma ainda que aliados de Temer já sentiam, também, que a posição mais distante do Planalto o transformava em alvo de vazamentos na Operação Lava Jato. Auxiliares apostam que a bandeira branca estendida pelo ministro Jaques Wagner (Casa Civil) deve tirar o vice da linha de tiro momentaneamente.
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