Tereza: PMDB ignora Dilma e finge governar só

“Como estamos mesmo no tempo da descortesia, tudo parece natural e até pertinente. Mas que outra palavra, senão a descortesia, aplica-se à situação inusitada, em que ministros de Estado se apresentam falando de suas pastas, do que estão fazendo e vão fazer, sem qualquer referência ao governo que integram?”, questiona a colunista Tereza Cruvinel, sobre…

"Como estamos mesmo no tempo da descortesia, tudo parece natural e até pertinente. Mas que outra palavra, senão a descortesia, aplica-se à situação inusitada, em que ministros de Estado se apresentam falando de suas pastas, do que estão fazendo e vão fazer, sem qualquer referência ao governo que integram?", questiona a colunista Tereza Cruvinel, sobre o programa apresentado pelo PMDB, em seus comerciais de televisão; segundo Tereza, o PT "pisa no calo e não pede desculpa"; o PMDB "emburra e finge estar no poder sozinho"; para piorar, do outro lado, temos "a oposição torcendo pelo fim do mundo"
Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

Por Tereza Cruvinel

É verdade que Dilma e o PT pisaram na bola com o PMDB, sempre tratado como primo pobre, sócio minoritário e até secundário do governo. Este tipo de problema se resolve, na vida como na política, discutindo a relação e acertando os ponteiros. O PMDB, com seu programa de televisão que foi ar ao ontem, reagiu combinando infantilidade e grosseria.

Como estamos mesmo no tempo da descortesia, tudo parece natural e até pertinente. Mas que outra palavra, senão a descortesia, aplica-se à situação inusitada, em que ministros de Estado se apresentam falando de suas pastas, do que estão fazendo e vão fazer, sem qualquer referência ao governo que integram?  Não sendo brasileiro, quem visse Eliseu Padilha falando dos 270 aeroportos que vai reformar e ampliar, Helder Barbalho de seu programa de expansão da pesca, Vinicius Lage f da política de turismo e outros mais alardeando suas ações de governo,  ficaria na dúvida: Dilma Rousseff, presidente do Brasil, é filiada ao PMDB ou deixou de ser presidente e foi sucedida por um  peemedebista? Sabe-se lá, no Brasil, tudo acontece no ritmo acelerado do samba, pensaria o estrangeiro desavisado.

Tudo bem que Renan e Eduardo Cunha falassem mais institucionalmente, como presidentes das casas do Congresso. Mas Michel Temer, vice-presidente da República, falando de conquistas dos anos recentes, ajuste fiscal e continuidade dos programas sociais, simplesmente assim, como coisas que estão aí porque o PMDB fez, soou um pouco pueril.  Estão emburrados, é compreensível:  o PT sozinho não teria conquistas a enumerar sem o concurso do PMDB para governar. Mas fingindo que governa sozinho o PMDB pensa que engana quem?

E para quê tanta ênfase na “liberdade de expressão”, “com muita informação”, só para dizer que o partido discorda de qualquer regulação da mídia? Quem disse ao PMDB que a regulação pressupõe limitação da liberdade?

Realmente estamos feitos. Um pisa no calo e não pede desculpa. O outro emburra e finge estar no poder sozinho.  E do outro lado a oposição torcendo pelo fim do mundo.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Participe da discussão

Ao vivo

Inscreva-se

Cobertura contínua dos principais assuntos do dia.

Hoje na TV 247 3 de Julho
Acompanhe as
últimas notícias