Collor rasga prestação de contas do Dnit no Senado
Presidente da Comissão de Infraestrutura da Casa disse que os dados repassados ao colegiado eram falsos; "Nós não podemos aceitar informações falseadas. Temos é que rasgar isto aqui e devolver para o diretor-geral do Dnit, para que ele tome providências", disse Fernando Collor (PTB-AL); apoiando a atitude, Valdir Raupp (PMDB-RO) e Acir Gurgacz (PDT-RO) disseram que as obras de recuperação da BR-364, no estado, estão paradas, ao contrário do que dizia o relatório; assista ao senador rasgar e mandar devolver os documentos em envelope

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Alagoas247 - O presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), senador Fernando Collor (PTB-AL), rasgou durante a reunião desta quarta-feira (8) o documento com as informações enviadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) sobre a situação das obras em rodovias federais, sob a alegação de que se tratava de dados falsos (assista em vídeo disponibilizado pela Agência Senado).
Enquanto Collor lia, nesta manhã, a prestação de contas do Dnit sobre o cumprimento dos prazos assumidos perante a comissão pelo diretor-geral do órgão e a situação das obras, os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO) e Valdir Raupp (PMDB-RO) informaram que, há poucos dias, estiveram na BR 364 em Rondônia, quando constataram que as obras não estavam acontecendo. No relatório, o Dnit havia informado que as obras tinham recomeçado na última semana de abril.
- A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, os integrantes desta comissão, nós não podemos aceitar informações falseadas. Nós temos é que rasgar isso aqui e devolver para o diretor-geral do Dnit, para que ele tome providências – afirmou Collor.
Em seguida, ele rasgou o documento e solicitou a um servidor da CI que colocasse os pedaços dos papéis rasgados em um envelope e encaminhasse para o diretor do Dnit, alegando que a comissão não aceitaria mais as “mentiras” que ali constavam
Collor também criticou duramente o que classificou de "exagero" de técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) a decisão pela paralisação das obras e redução dos valores estabelecidos pelas licitações. Ele citou o exemplo da BR 101 em Pernambuco, paralisada pelo TCU, que teria mandado repactuar o valor de R$ 142 milhões para R$ 133 milhões. A empresa, como informou o presidente da CI, não aceitou a correção e houve a rescisão do contrato. Foi realizada então outra licitação, mas nenhuma empresa se apresentou. Em uma segunda licitação, disse o senador, a proposta mínima foi de R$ 182 milhões.
- Esse TCU tem que colaborar. Esses técnicos do TCU também, prepotentes, incompetentes, inexperientes, que ficam criando dificuldades as mais extravagantes e, o pior é que, em nome da boa execução financeira da obra, e não é! As obras que estão paralisadas têm um preço, no final, duplicado, triplicado - disse Collor.
CI aprova diligência na BR 364
A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou sete requerimentos na reunião desta quarta-feira (8). Entre eles, um para realização de diligência por integrantes da comissão na companhia do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Jorge Fraxe, na BR 364 em Rondônia na próxima segunda-feira (13).
O requerimento, que foi incluído na pauta durante a reunião, é de autoria dos senadores Acir Gurgacz (PDT-RO), Ivo Cassol (PP-RO) e Valdir Raupp (PMDB-RO). O pedido foi apresentado após a leitura de documento enviado pelo DNIT com prestação de contas sobre as obras nas rodovias federais.
Durante leitura do documento, pelo presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-RO), os senadores questionaram a informação passada pelo órgão de que as obras na BR 364 em Rondônia tinham sido retomadas na última semana de abril. Gurgacz disse ter ido à rodovia e não visto nenhuma obra em andamento.
A CI terá em seguida, nesta quarta-feira, audiência conjunta com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para debater com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, os investimentos em infraestrutura.
Com Agência Senado
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