Ex-prefeito de União já cumpre prisão domiciliar
Areski Freitas, o Kil, se apresentou à 17ª Vara Criminal no final da tarde de sexta-feira. Ele era caçado pela Polícia Federal acusado de participar de um esquema de fraude em licitações, que teria desviado cerca de R$ 1 milhão da prefeitura de União dos Palmares. "O momento é crítico, mas não irresolúveis, é preciso ter calma e fé em Deus. Não podemos nem devemos crucificar pessoas que podem estar inocentes...", desabafou Kil em seu perfil no Facebook

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Alagoas 247_ O ex-prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas, o "Kil", se apresentou à 17ª Vara Criminal, no final da tarde de sexta-feira (5), e já cumpre prisão domiciliar. "Kil" é acusado de liderar um esquema de fraude em licitações à frente da prefeitura, que contava com a participação de ex-secretários. O esquema foi desmontado pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público.
Em casa, Areski foi para o Facebook para se manifestar sobre a operação que resultou em seis prisões. Na mensagem, o ex-prefeito diz enfrentar a situação considerada crítica, afirmando, porém, que a mesma não é 'irresolúvel'.
Em outro post, o ex-prefeito - contra quem a Justiça expediu mandado de prisão preventiva - responde a questionamento de um amigo ao garantir que está em casa e que esteve no Fórum daquela cidade no período da manhã, sem que tivesse sido abordado por nenhum agente de polícia.
Foram presos Orlando Sarmento Cardoso Filho, Nelma Lúcia Martins de Souza, Diego Guilherme Calixto, Washington Bezerra Costa e Tereza Cristina Gomes Bezerra. Orlando foi o único preso em Maceió, no bairro do Pinheiro. O ex-prefeito Areski de Freitas, Élson Davi da Silva Cardoso e Sandra Maria Alves de Araújo já são considerados foragidos da Justiça.
Na denúncia ofertada pelo MPE, Areski de Freitas Júnior é acusado de 'capitanear' uma 'organização criminosa integrada por agentes públicos que praticou uma profusão de ilícitos penais no âmbito da administração pública do município de União dos Palmares com o objetivo de lesar o erário entre os anos de 2009 e 2012'. As investigações, que tiveram início em dezembro do ano passado, após o cumprimento de medidas cautelares de busca e apreensão em diversos órgãos municipais, analisou 220 documentos recolhidos e sete depoimentos prestados ao Gecoc, coordenado pelo promotor de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça Neto.
Abaixo, o texto publicado por Kil em seu Facebook:
Tem pessoas que em suas vidas públicas, naturalmente se encolhem em suas insignificâncias. Já na mídia eletrônica, fala e julga com a maior facilidade, esquecendo-se que é humano e se sentindo protegido pela mídia eletrônica e consequentemente pela impunidade de suas postagens.
Os fatos precisam serem apurados para que possamos dar nomes aos bois e estabelecermos a responsabilidade de cada um. Se é que todos têm.
O momento é crítico, mas não irresolúveis, é preciso ter calma e fé em Deus. Não podemos nem devemos crucificar pessoas que podem estar inocentes, até que cheguemos a um veredicto final. Sei que tudo será explicado e no final a verdade prevalecerá. Obrigado as pessoas que me mandaram mensagens de força. Estou bem e tranquilo !!! Só peço que orem por nós. Abraços !!!!
Com gazetaweb.com
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