Ex-contadora de Youssef aponta "crime" de Argôlo
Em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, no processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), Meire Bonfim da Silva Poza confirma que o doleiro, preso na Operação Lava Jato, emprestou e doou dinheiro a vários políticos, entre eles Argôlo; "Sim, houve entrega de dinheiro para o deputado Luiz Argôlo", disse; ela relata "relação carinhosa" entre Alberto Youssef e o deputado, que era tratado pelo doleiro como "Bebê Johnson"; "Mas era também uma relação de negócios, não só de amizade"

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247 – A contadora Meire Bonfim da Silva Poza, que trabalhou diretamente com o doleiro Alberto Youssef, principal alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, apontou nesta manhã que houve "crime" na relação de Youssef com o deputado Luiz Argôlo (SDD-BA). A declaração foi feita em depoimento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, no processo por quebra de decoro contra o deputado.
A ex-contadora de Youssef confirmou que houve empréstimo e entrega de dinheiro por parte do doleiro a vários políticos, entre eles Argôlo. Ao ser indagada sobre os nomes dos políticos, ela respondeu: "Eu preferia hoje me limitar a falar sobre o deputado Luiz Argôlo. E, sim, houve entrega de dinheiro para o deputado Luiz Argôlo".
"O Alberto [Youssef] era um banco. Eu não teria uma relação das pessoas para quem ele emprestava. Ele pagava contas, dava dinheiro, dava presentes, emprestava. Ele pagava diversas contas, fazia TEDs, pagamentos. Por exemplo, eu fazia pagamentos que eu não tenho conhecimento do que se tratava. Às vezes vinha um pagamento e ele falava só para eu pagar", relatou.
Segundo Meire, havia uma "relação carinhosa" entre o deputado Luiz Argôlo e o doleiro, que era tratado por Youssef como "Bebê Johnson". "Mas era também uma relação de negócios, não só de amizade", contou.
"A última vez que o encontrei em São Paulo, ele estava esperando para receber o dinheiro. Não sei como esse valor foi entregue, normalmente era em dinheiro. Operações bancárias também foram feitas para Manoelito Argôlo e dona Élia Daora", detalha a contadora, ainda sobre o parlamentar investigado.
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