Imbassahy: "O pior cego é o governo, que não quer ver”
Líder do PSDB na Câmara bateu duro no governo por causa da informação do IBGE de que o Brasil está em recessão técnica; "O quadro recessivo é tão grave que o próprio ministro Mantega, sempre tão distante da realidade, começa a admitir o péssimo resultado da economia brasileira, embora desta vez prefira culpar a Copa, até ontem uma conquista e hoje um problema; a seca; e até o cenário internacional, antes chamado pelo PT de 'marolinha'. Ou seja, como de costume, o governo tira o corpo fora, fingindo não saber de nada"

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Bahia 247 - Caiu como uma luva para a oposição no Congresso a informação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta sexta-feira (29), de que o Brasil está em recessão técnica, por causa de segunda queda consecutiva do PIB (produto Interno Bruto).
O líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (BA), afirmou que os resultados econômicos "mostram um quadro ainda mais grave que aquele esperado pela maior parte dos analistas" e que "o pior cego é o governo, que não quer ver".
"O quadro recessivo é tão grave que o próprio ministro (da Fazenda, Guido) Mantega, sempre tão distante da realidade, começa a admitir o péssimo resultado da economia brasileira, embora desta vez prefira culpar a Copa, até ontem uma conquista e hoje um problema; a seca; e até o cenário internacional, antes chamado pelo PT de 'marolinha'. Ou seja, como de costume, o governo tira o corpo fora, fingindo não saber que os EUA, por exemplo, já retomou o crescimento e apresenta uma taxa superior a 4% nos últimos doze meses, bem à frente do Brasil. E mesmo os países europeus que ainda estão em crise tiveram desempenho superior ao nosso no segundo trimestre de 2014. Sem o governo do PT admitir os erros da própria gestão da economia, as chances de melhora são praticamente nulas", disse Imbassahy em nota à imprensa.
Para o líder tucano, "o próprio IBGE desmascara o que chama de Brasil da propaganda do PT". "Os números dos dois primeiros trimestres de 2014 mostram que o Brasil entrou de fato em recessão. Ou seja, dois trimestres seguidos de crescimento negativo. A queda na produção vem se acelerando, já que o PIB caiu 0,2% no primeiro trimestre do ano e 0,6% no segundo trimestre. E a taxa de crescimento anualizada também vem desacelerando fortemente, caindo de 2,5% no primeiro trimestre do ano para 1,4% no segundo trimestre. A partir desse cenário, as últimas previsões do mercado são de que o crescimento do PIB em 2014 não passa de 0,7%".
Segundo Imbassahy, os dados do segundo trimestre de 2014 "evidenciam uma forte retração" do setor industrial (que caiu 1,5%) e mesmo do setor de serviços (menos de 0,5%). O único segmento que apresentou um leve crescimento foi a agropecuária (mais 0,20%).
Ele considera "ainda mais grave" que, "refletindo a falta de confiança no governo", o pior desempenho foi o dos investimentos, "fundamentais justamente para viabilizar a retomada sustentada do crescimento econômico". Esses investimentos caíram 5,3% entre o segundo e o primeiro trimestre de 2014 e mais de 11% em comparação com o último trimestre de 2013.
"A inflação continua muito elevada, a despeito do represamento dos preços. E o desemprego começa a assustar, porque ao invés da criação de novos empregos de qualidade, o que ocorre hoje em dia é o esforço do setor privado para manutenção dos postos de trabalho, inclusive com o uso de expedientes como férias coletivas, por exemplo. Esse esforço ocorre apenas em função da esperança de que dias melhores virão com a mudança desse governo incapaz que está aí".
"O que os números mostram e o Governo Dilma não quer ou não consegue ver, o que agrava ainda mais a situação, é que a economia está andando para trás. O Brasil está perdendo sua indústria, construída ao longo de tanto tempo com o esforço de todos os brasileiros; o déficit de transações com exterior aumenta continuadamente; e os investimentos produtivos despencam, tornando nossa economia cada vez menos competitiva. Por tudo isso é que a maioria esmagadora da população quer mudar", dispara o tucano.
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