Wagner: vitória especial com reeleição de Dilma
Sem soberba e sem querer criar grandes expectativas durante toda a campanha, o governador Jaques Wagner é um dos principais vitoriosos com a reeleição da presidente Dilma Rousseff neste domingo; ele sai de oito anos de gestão (dois mandatos consecutivos) levando na bagagem a eleição de seu sucessor, Rui Costa (PT), e com 69% dos votos válidos da Bahia para a presidente Dilma neste 2º turno; Wagner começa a dar nova cara à próxima gestão de Dilma, com seu tom pacífico de negociador e com seu poder de articulação

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Romulo Faro, do Bahia 247 - Sem soberba e sem querer criar grandes expectativas durante toda a campanha deste ano, o governador da Bahia, Jaques Wagner, é um dos principais vitoriosos com a reeleição da presidente Dilma Rousseff neste domingo (26). Ele sai de oito anos de gestão (dois mandatos consecutivos) levando na bagagem a eleição de seu sucessor, Rui Costa (PT), e com 69% dos votos válidos da Bahia para a presidente Dilma neste segundo turno.
Jaques Wagner é visto por petistas, por lideranças políticas e até por jornalistas da mídia inclinada à direita como 'homem forte' na Esplanada dos Ministérios no próximo mandato de Dilma. Jornalistas como Merval Pereira e Cristiana Lobo, reconheceram na bancada da Globo News há pouco 'o grande poder de articulação' do petista e "a importância de seu tom conciliador nesta reta final de campanha".
E, de fato, a última semana de campanha de Dilma foi marcada por tom mais 'paz e amor' (com exceção dos debates). Em entrevista ao Bahia 247 às vésperas do 1º turno, Wagner criticou o tratamento de choque do PT contra Marina Silva (PSB) e fez a mesma declaração no 2º turno, contra o tucano Aécio Neves. O governador da Bahia defende campanha propositiva. Foi assim também a de Rui Costa, eleito no primeiro turno com 54,5% dos votos válidos.
Papel importante no PT
Jaques Wagner foi líder do PT na Câmara dos Deputados em 1995, foi articulador de gerenciamento da crise quando estourou o 'mensalão', em 2005, quando era ministro das relações institucionais do então presidente Lula. Foi nesta época que se tornou amigo da presidente Dilma, então chefe da Casa Civil da presidência da República.
Ministro e possível candidato em 2018
Embora tenha dito durante toda a campanha que não tem vaga garantida na próxima equipe ministerial de Dilma, o PT em peso dá como consenso seu lugar na Esplanada dos Ministérios. Wagner deve assumir as relações institucionais de Dilma e, conforme observaram os jornalistas da Globo News nesta noite, começará a dar 'nova cara' ao governo Dilma, com seu estilo de negociador e com seu poder de articulação política.
O comando nacional do PT já diz que não se pode desconsiderar seu nome para representar o partido nas urnas em 2019 na disputa pela presidência da República.
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