Geddel avisa: "Tudo na política tem reflexos"
"O Lula subir no palanque do PT tudo bem. É o papel dele. Mas a presidente é outra história", disse o ex-ministro Geddel Vieira Lima sobre possível participação da presidente Dilma no palanque do candidato à Prefeitura do Salvador pelo PT, Nelson Pelegrino; matéria do Brasil Econômico afirma que o PMDB pode fechar com ACM Neto, do DEM, no segundo turno

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Bahia 247
Em entrevista ao Brasil Econômico, o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima, avisou que se o PT repetir o comportamento da eleição 2010 (quando a presidente Dilma declarou apoio à reeleição do governador Jaques Wagner e lhe deixou na rua da amargura), a postura do PMDB vai ser outra no pleito municipal, cujo candidato é Mário Kertész.
A decisão da presidente Dilma Rousseff de subir nos palanques do PT em cidades em que outros partidos da base aliada estão na disputa pode ter um alto custo político e eleitoral.
Segundo publicação do Brasil Econômico, "irritado" com a "traição", o PMDB sinalizou ao DEM que pode apoiar o deputado federal ACM Neto no segundo caso Kertész não esteja no segundo turno. "Tudo em política tem reflexos", disse o ex-ministro e uma das principais lideranças do PMDB no Nordeste.
Sobre a presença de Lula no palanque do petista Nelson Pelegrino na sexta-feira passada (14), Geddel disse que não vê problema. "O Lula subir no palanque do PT tudo bem. É o papel dele. Mas a presidente é outra história".
Em 2010, como muita gente se lembra, Geddel ouviu a presidente Dilma dizer em entrevista coletiva que naquele momento ela tinha um candidato, que era "o Jaques" porque ele estava à frente nas pesquisas. Ela e o ex-presidente Lula subiram ao palanque do governador e amigo pessoal.
Ainda segundo o Brasil Econômico, "outro dirigente peemedebista disse reservadamente que o PMDB não cai mais nessa conversa" de palanque duplo. Em São Paulo, a participação de Dilma na propaganda de TV de Fernando Haddad foi mal recebida pelo comando nacional do partido aliado.
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