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A grandeza e a miséria do ser humano
Enquanto um rapaz de 21 anos é covardemente espancado por proteger um morador de rua, no Rio, outro, também de 21 anos, vitimizado pela drogadição, esfaqueia pai e mãe, em Guarulhos
Dois fatos recentes, veiculados na mídia, remetem-nos a uma reflexão sobre a dualidade humana. Sobre as misérias e as grandezas do ser humano. Pascal, filósofo francês racionalista do século XVII, afirmava que o homem é um ser paradoxal, é um complexo de bem e de mal e cujas ações ora geram desprezo, ora geram respeitabilidade, apreço. Ítalo Calvino, escritor realista da literatura italiana, apresentou-nos, alegoricamente, sua curiosa personagem Visconde de Medardo, na obra O visconde partido ao meio. A história, aparentemente simples, narra a trajetória de Medardo, um homem que, após levar um tiro de canhão, dividiu-se em dois: uma metade completamente boa e outra absolutamente má. A primeira, por onde passava, semeava amor, bondade, grandeza de caráter. A outra, por sua vez, espargia a guerra, a discórdia, a miséria.
Enquanto um rapaz de 21 anos, Vítor Suarez Cunha, é covardemente espancado por proteger um morador de rua dos ataques brutais de outros jovens, na Ilha do Governador, no RJ; outro, o estudante universitário Henrique Ramos Vieira, também de 21 anos, vitimizado pela drogadição, esfaqueia pai e mãe, em Guarulhos, SP, fugindo à responsabilidade da própria vida. Duas histórias. Duas vidas. Duas faces de uma mesma condição: a condição de existir e conviver na sociedade. A justificativa para as atitudes desses dois rapazes, de futuros tão igualmente possíveis, mas de destinos tão distintos – agora – de responsabilidades está, certamente, relacionada às formas como cada um desses jovens foi acolhido e “preparado” para o enfrentamento da vida e de suas escolhas pessoais.
É na família, primeiramente, que somos formados. Os valores vivenciados, os exemplos de nossos pais, o alimento moral que nos é dado, diária e cuidadosamente, nos guiarão – em geral – ao exercício do bem, ao respeito ao próximo, ao prazer da liberdade, ao direcionamento correto de nossas vidas. No entanto, isso não basta. Há famílias que imaginam ter cumprido seu papel de amor e de dedicação integral aos seus filhos e que servem de palco a tragédias, como a do filho que matou os pais, provavelmente tomado pelo desespero e pela alteração de padrões impostos pelo uso da droga.
A escola, como um centro de luz, também é partícipe nessa formação. Educar para a vida. Aprender a ser e a conviver fazem parte do processo de ensino e aprendizagem. As políticas públicas voltadas à juventude precisam fazer a sua parte no acolhimento e na oferta de oportunidades a esses jovens. Jovens que se perdem, desperdiçam vidas, sacrificados pela ausência de regras, de limites, de chances de crescimento íntimo e social. A juventude é terreno fértil em que, lançadas, as boas sementes darão, indubitavelmente, bons frutos. Não há como os gestores se furtarem às suas responsabilidades na construção de um país digno, justo, correto para todos, ficando ausentes ao desolamento, à alienação.
O jovem necessita de um tema para viver, ensina-nos o príncipe dos poetas brasileiros, Paulo Bomfim. É essencial que haja caminhos bons e diversos, que lhes ofereçam apoio na construção de seus futuros e na superação de seus desafios.
A solução que Calvino dá ao leitor, ao final de sua quase fábula, sobre os extremos humanos, a mutilação de personalidades, as vidas fracionadas, está na coerência do equilíbrio, no desenvolvimento do coração, do espírito, da alma humana. É como a história do velho índio que dizia ter, dentro de si, dois cachorros – um bom e um mau –, mas que alimentava apenas o bom, minimizando a força do outro. Os alimentos desses jovens estão no seio familiar, na boa educação, no investimento público em esporte, lazer e cultura. Sem maniqueísmos nem julgamentos precipitados. Colhamos bons valores para que a bondade de Vítor se multiplique. Quanto a Henrique, triste escolha, desamor. “A neutralidade é impossível: é necessário apostar!”, orientava Pascal.
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Opinião
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comentáriosToda CPI é cercada de uma margem imensa de imponderabilidade, sobretudo quando o objetivo de sua apreciação envolve personagens e instituições de grande importância política
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Para resolver esse caso, regulamentação da venda e uso de drogas, cadastro de usuários e tratamento clínico. Muitas pessoas usam drogas, por alem de seus feitos prazerosos no organismo, pelo fato de ser proibido. A Holanda já tem a menor taxa de mortos por overdose, e com a regulamentação das drogas obteve relativo sucesso no combate as drogas do que os EUAm que já investiu bilhões de dólares na última década e a produção de maconha e cocaína só se faz aumentar. Seriedade na discussão e exclusão de classes religiosas da discussão que ignoram os efeitos de proibições no longo prazo. Drogas se combate com saúde púbica e organização, e ja que gera bilhões, poderiam ser revertidos no tratamento e em benesses a sociedade. Muito melhor do que fechar os olhos e deixar na mão de empresas ilícitas que não contribuem em impostos e ajudam a manter seu status quo com o financimento de campanhas. Alguém aqui acha que os traficantes de drogas não possuem bancada "invisível" em Brasília. sejamos sérios e inteligentes pessoal. Abraço e parabéns pelo artigo, sua carreira e pelo ser humano Chalita.
Enquanto vocês políticos de merda estão no bem bom sem fazer pooorrrraa nenhuma.... O povo esta aii pagando imposto a troco de nada se vocês POLITICOS quiserem ver um pais melhor.... INVESTE NA EDUCAÇÃO ..... PARA DE GASTAR DINHEIRO QUE É NOSSO COM PORCARIAS, vamos gastar dinheiro com a educação e a saúde do povo.
amei o que a Tania Costa escreveu!
Tagore disse: "O homem, quando é animal, é pior do que o animal." - Compreendo esta citação, mas também há quem diga que é uma ofensa aos animais porque observando a natureza, os animais irracionais são afetivos, trabalham em cooperação, são solidários, demonstram generosidade, em alguns casos acolhem membros de outras espécies, defendem a vida... se os animais irracionais apresentam estas características e as colocam em ação, o que acontece com o homem, animal racional? - Cada um de nós é uma esperança pra humanidade, é um projeto para dar certo, precisamos é reconhecer nossas diferenças como dons e talentos preciosos pra nossa evolução, cada um contribuindo com o melhor de si para que a família, a comunidade, a sociedade, o planeta seja um lugar melhor para convivermos e interagirmos uns com outros e com o meio ambiente. Nossa vocação é o AMOR. Alguem duvida?
Algumas "teses" contrariam os fatos. Já presenciei casos em que a família deu todo o apoio e educação suficientes para que o ser humano pudesse desfrutar de seus aprendizados. Entretanto, no caso das drogas, não creio que a falta de educação seja o principal fator das desavenças. O combate é na fonte: o tráfico. Se estiver sempre disponível sempre haverá o usuário. Neste caso citado, o auge da "loucura" perdeu o sentido das ações. É a mesma coisa do alcool "droga lícita". É a mesma coisa do roubo...se houver o receptor haverá sempre o ladrão. Já a agressão, sem dúvida a educação é o grande responsável, mas num país onde se passa a mão na kbça de "playbloy" irresponsável a conivência quanto as punições é um dos grandes responsáveis tb.
Não proliferemos calúnias, a PUC SP já provou a todos, inclusive o artigo da Folha já disse que ninguém considerou o autoplágio, ou seja, Chalita está dentro da ética e legalidade, e ele pode sim, usar suas ideias de qualquer tese, dissertação que tenha escrito em outra obra de sua autoria, isso não é proibido e não foi caracterizada a má fé, descreveram os processos de avaliação e aprovação de seus títulos completamente transparente, ou seja, a banca e a PUC não viram nada de errado. Leiam melhor e proliferem fatos reais e não boatos plantados por matérias encomendadas, como ele mesmo pôde dizer: "sem pé, nem cabeça". Abraços, Cristiana
A mudança tem que ser um interesse social e não somente político,uma vez que a familia é a célula máter,as correções devem ser feitas por todos.
ta faltando amor,compreençao,entendimento entre as familias.abs
Gabriel Chalita foi Secretário da Educação de São Paulo,sou funcionáiro público e considero que foi um bom Secretário, depois disso foi se perdendo em busca de sucesso politico, o encanto foi se perdendo, aparece que nem os mestrados que fez são originiais, ele mesmo copiou o segundo do primeiro. É uma pena, se tornou um politico comum.
Fica uma dica: detenhamo-nos a comentar o texto, não os comentários, senão isso aqui vai virar um ringue, já que não sabem dissociar as coisas... Um parênteses: Demagogia é quando se fala o que não se faz, não é o caso do autor, ele, pelos menos se esforça e faz muito do que diz, há anos, quem o acompanha sabe e ele não se justifica, faz e mostra os resultados, isso é a resposta que ele dá a tantos e devemos seguir seus exemplos, mais que a qualquer lição, vamos lá? Abraços a todos
Demagogia e Discurso. Isto é Chalita. Sociedade precisa de ação.
Gabriel Chalita, um filosofo, um ser humano como poucos dentro da politica, dentre estas e outras atitudes deste cidadão, é que afirmo, não podemos generalizar e dizer que nenhum politico presta. Com certeza a grande maioria não tem o respeito que o Dep Chalita tem por todos os brasileiros. Com relação ao artigo, a comparação é perfeita e acredito que se o Brasil iniciar uma reforma do seu codigo penal e investimento em educação, saude e segurança, poderemos a medio e longo prazo mudar muita coisa. Hoje o jovem não tem medo algum de simplesmente sentar-se em uma praça e pegar um pino de cocaina ou um cigarro de maconha e utiliza-lo, pois bem, dizem que a policia simplesmente não faz nada, mas esta responsabilidade é da nossa justiça que simplesmente o enquadra como usuário e o solta. Fica mais do que comprovado que tanto as drogas ilicitas como o alcool, que é licito, pode alterar o comportamento do ser humano e fazer com este cometa crimes, portanto o cidadão precisa começar a ter medo de ser preso, de responder a um processo, pois hoje o trafico esta nestas proporções, porque simplesmente há que consuma sem medo de ser preso e pagar de alguma forma o uso de intorpecente, o mesmo com o alcool, hoje esta tão normal você encontrar jovens em bailes funks ou em shows ou até mesmo em reuniões com colegas, bebendo indiscrimanadamente. Me pergunto, o que será destes jovens. Portanto, sou a favor, que aquele usuário pego sem ter passagem na policia pague rapidamente através de um julgamento uma pena, claro que branda, como limpeza de muros pichados, enfim, serviços sociais. Obrigado e espero que gostem do meu comentário.
Rodolfo. Gostaria que você fizesse o favor de nos dizer qual o partido político perfeito. Acho que não existe, não é?! Em qualquer área não existe perfeição porque existem humanos. O Diferencial é que existem humanos que focam seus valores, sua vida, seus objetivos na promoção e edificação do bem, seja pessoal e/ou comunitário e outros que não... É o poder do direito da escolha sendo exercido. O mais importante é usar o potencial que cada um tem para edificar uma sociedade que tenha sensibilidade, que respeita as diferenças e aplique a justiça, o que todos desejam. Contamos com você Rodolfo nestes objetivos porque você é importante, é parte de um todo.
Estou alimentando meu cachorro bom e tentando controlar preso o meu cachorro bravo, é o tal equilíbrio... Precisamos sempre domar nossas feras e jorrar a seiva da doçura por todos os lados. Quando nos dão amor, aprendemos a amar amando e quando não, fica difícil... O que falta no mundo e nas famílias talvez seja amar de verdade e de forma saudável, com respeito e olhar para cada indivíduo. Um abraço a todos...
Você vem com esse discurso de amor, bondade caráter e ao mesmo tempo se filia ao partido mais sujo da história deste país. Cadê a auto-crítica?
"O mundo é um jardim que não foi limpo, onde tudo cresce à vontade." - Cada ser humano é responsável por podar e cultivar o que é de melhor para si e para os outros... Temos o poder da escolha o tempo todo, isto gera responsabilidade e consequências, boas ou más, dependendo do que se escolhe. As vezes, o imediatismo do TER, mais que SER, de alguma forma cega a percepção da responsabilidade da colheita futura. A questão é uma luta invisível de uma sociedade que muitas vezes impõe "valores" que não são valorozos. Nesta luta, é preciso cooperação da família, educação e a parte da sociedade comprometida com a edificação de um mundo melhor, solidificada pela essência dos valores éticos que irão alicerçar um cidadão que constroi e não destroi, nem a si mesmo ou ao próximo. Não somos sós, o cultivo do individualismo não deixa ter consciência de que um ser humano é parte de um todo, como um corpo, se uma mão adoecer e não for cuidada o corpo todo sofrerá a consequência. - Como disse Rubens Alves: "Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles." Cuidemos dos jardins internos e passearemos pelos jardins cuidados extrenos.
A violência infelizmente nunca terminará em um país onde a educação não é a prioridade dos políticos. Espero que um dia isto mude, conto com o seu apoio para esta mudança. Obrigrada