Porto Seguro já se aproxima de Cardozo
Mensagem eletrônica interceptada pela Polícia Federal revela que, a pedido do “chefe de quadrilha” Paulo Vieira, Rosemary Noronha, indiciada por tráfico de influência, conseguiu agendar uma reunião de uma juíza que pretendia ser promovida a desembargadora com o ministro José Eduardo Cardozo. “Tarefa cumprida”, disse ela a Paulo Vieira por email

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247 – Defensor incansável da independência da Polícia Federal, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, é o novo alvo da Operação Porto Seguro. Neste fim de semana, em mais um vazamento seletivo da ação, revela-se a influência de Rose sobre o próprio ministério da Justiça – a ex-chefe do gabinete da presidência em São Paulo conseguiu espaço na agenda do ministro para reunião com uma juíza que pretendia ser promovida a desembargadora. Detalhe: Rose foi indiciada por tráfico de influência, o que significa que, de alguma maneira, ela se beneficiava do acesso privilegiado aos altos escalões do poder.
Encaminhada às 12h09 do dia 1 de agosto deste ano, a mensagem, vazada pela PF à revista Veja deste fim de semana, tem o seguinte conteúdo:
De: Rosemary Novoa de Noronha [email protected]
Para: ´paulo vieira´ [email protected]
Enviadas: Quarta-feira,1 de agosto de 2012 12h09
Assunto: Audiência para a Dra. Vivian Josete Panbtaleão Caminha
Caro Paulo,
Tarefa cumprida.
Segue a data das agendas:
06.08.12 Audiência com o ministro AGU Luis Inacio Adans as 18h00, na AGU
Gabinete do Ministro – 14º andar
06.08.12 Audiência com o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo as 19h00 – Ministério da Justiça – 4º andar sala 400.
Estou aguardando o Beto Vasconcelos.
Abraços,
Rosemary
Procurada pela reportagem, a assessoria do ministro Cardozo confirmou a reunião com a juíza, agendada por Rose, a pedido de Paulo Vieira. Segundo a assessoria, encontros entre o ministro e candidatos a desembargadores são rotineiros.
Ainda que tais encontros sejam normais, a divulgação da mensagem constrange o ministro, uma vez que o pedido para a promoção da juíza Vivan Caminha era uma solicitação de Paulo Vieira, apontado pela Polícia Federal como chefe de uma quadrilha de compra de pareceres na máquina pública.
Além disso, o vazamento seletivo do email coloca mais pressão sobre o próprio ministro, que, aparentemente, tem pouco controle sobre as ações da PF.
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