Economista do Itaú aposta no rebaixamento do País
Ilan Goldfajn, economista-chefe do banco de Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, afirma que o Brasil deve esperar pouco de 2014; ele ainda fala do possível downgrade do Brasil por agências de risco

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247 - No artigo "O ano em que se espera pouco", publicado neste domingo, o economista Ilan Goldfajn, do Itaú Unibanco, aposta no possível rebaixamento da economia brasileira em 2014. Leia alguns trechos abaixo:
"A ameaça de rebaixamento é consequência da queda continuada do superávit primário, da expansão (para) fiscal via capitalização dos bancos públicos e, de forma geral, de um crescimento baixo. O superávit primário tem declinado gradativamente, atingindo um valor abaixo de 2% em 2013 (estimamos 1,8%), e em direção a menos de 1,5% no ano que vem. Por um lado, os Estados e municípios devem gastar as suas economias em ano eleitoral; por outro, o governo federal tem de lidar com o impacto sobre a receita das desonerações efetuadas nos últimos anos (para estimular a economia), enquanto os gastos públicos continuam crescendo forte.
Na ausência de uma mudança de direção, o downgrade de uma agência pode ocorrer sem a perda do grau de investimento, mas o suficiente para assustar antecipadamente aqueles investidores que dependem do grau de investimento para aplicar no Brasil. A política fiscal precisa reagir, os estímulos via bancos públicos já parecem caminhar nessa direção. Mas um choque, como a aceitação das indenizações bilionárias dos planos econômicos, pode levar a um ou mais rebaixamentos."
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