Ministro, Iris defendeu fim de embargos infringentes

Titular da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, peemedebista trabalhou pela aprovação de projeto de lei no Congresso nos primeiros meses de 1998; em vão; a matéria sequer passou pela Comissão de Constituição e Justiça; por ironia do destino, hoje Iris é aliado de primeira hora do PT e os embargos são a última esperança de figuras importantes do partido no julgamento da Ação Penal 470 (o Mensalão) pelo Supermo Tribunal Federal

Titular da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, peemedebista trabalhou pela aprovação de projeto de lei no Congresso nos primeiros meses de 1998; em vão; a matéria sequer passou pela Comissão de Constituição e Justiça; por ironia do destino, hoje Iris é aliado de primeira hora do PT e os embargos são a última esperança de figuras importantes do partido no julgamento da Ação Penal 470 (o Mensalão) pelo Supermo Tribunal Federal
Titular da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, peemedebista trabalhou pela aprovação de projeto de lei no Congresso nos primeiros meses de 1998; em vão; a matéria sequer passou pela Comissão de Constituição e Justiça; por ironia do destino, hoje Iris é aliado de primeira hora do PT e os embargos são a última esperança de figuras importantes do partido no julgamento da Ação Penal 470 (o Mensalão) pelo Supermo Tribunal Federal (Foto: Realle Palazzo-Martini)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Goiás247_ Os embargos infringentes que estão no centro do debate hoje quase foram extintos há 15 anos, mas o Congresso rejeitou projeto da Presidência da República. À época, o goiano Iris Rezende defendeu o fim desse recurso jurídico que pode atualmente dar nova chance a alguns réus da Ação Penal 470, o chamado Mensalão. Nesta quarta-feira (18), o ministro Celso de Mello bate o martelo sobre a admissibilidade dos embargos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que resultaria em novo julgamento para os petistas José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno, já condenados à prisão.

Em 1998, no governo de Fernando Henrique Cardoso, Iris era ministro da Justiça Iris e fez campanha para acabar com os embargos. Ironicamente, o peemedebista é aliado incondicional do PT desde 2008, quando uma aliança possibilitou sua reeleição à Prefeitura de Goiânia. Em 2012 Iris retribuiu o apoio e foi fundamental na reeleição do atual prefeito da Capital, Paulo Garcia (PT). Agora, espera que o PT se alie a ele na disputa do governo de Goiás em 2014.

À época do debate sobre o fim dos embargos, a justificativa de Iris e do ministro da Casa Civil, Clóvis Carvalho, era de que a extinção desses mecanismos jurídicos nas ações penais ajudaria a desafogar o STF. Reportagem publicada no jornal o Estadão de S. Paulo desta terça-feira (17), assinada por Felipe Recondo e Eduardo Bresciani, relembra o caso.

continua após o anúncio

A missão de Iris e Clóvis foi inglória. A proposta sequer passou pela primeira discussão, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

"As matérias que são levadas ao plenário (do STF) já são de tal relevância que os debates verificados para a fixação de posicionamento da Corte raramente ensejariam a revisão de posturas por parte daqueles que já se pronunciaram a favor ou contra as teses veiculadas em recursos ou ações apreciadas em plenário", afirmaram os ministros, na época, na justificativa do projeto de lei – destaca a matéria do Estadão.

continua após o anúncio

O texto ainda mostra que os ministros contrários aos embargos alegam que a lei 8.038 de 1990 não prevê os embargos infringentes - um novo julgamento para o crime pelo qual o réu é condenado com pelo menos quatro votos pela absolvição – e então não seria o caso de utilizá-lo no Mensalão. “Os defensores dos embargos infringentes dizem que, apesar de a lei 8.038 não prever o recurso, ele está contido no regimento interno do Supremo”, pondera o texto do Estadão.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247