"Uma democracia não pode ter privilegiados"
Quem diz é a ombudsman argentina, Cynthia Ottaviano, que defende a Ley de Medios aprovada no país vizinho; segundo ela, a luta pela igualdade não deve ser apenas econômica, mas também no campo da informação

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247 - A Ley de Medios argentina tem uma defensora enfática. É a jornalista Cynthia Ottaviano, defensora pública dos meios audiovisuais do país, que foi entrevistada por Lígia Mesquita, correspondente da Folha, em Buenos Aires (leia aqui a íntegra).
Segundo Cynthia, a lei equilibra o acesso jogo midiático no País e a igualdade não deve ser apenas econômica, mas também no tocante à informação.
"A mudança essencial é que a lei deixa de considerar a informação como mercadoria e negócio e passa a considerá-la um direito e um serviço. Também tem o reconhecimento dos novos sujeitos de direito, que são os cidadãos que podem se manifestar por meio de audiências públicas; o reconhecimento de que há um direito humano à comunicação, de dar e receber informação, de ter igualdade de condição e acesso", diz ela.
"A sentença é uma ratificação do que havíamos sustentando nas audiências [com o Grupo Clarín]: uma democracia não pode ter privilegiados. Uma democracia necessita do direito à comunicação, que é algo que todos temos por sermos pessoas, o que nos coloca em igualdade de condições. A definição de riqueza não é só econômica, é também de informação."
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