Sem autocrítica, Globo pede autocrítica a Dilma
Em editorial publicado no último dia do ano, jornal de João Roberto Marinho demonstra irritação com a expressão "guerra psicológica" usada pela presidente Dilma em seu pronunciamento do último domingo; segundo O Globo, trata-se de coisa típica de países autoritários, mas a presidente apenas deu nome à conduta do próprio Globo que, no ano passado, em sua guerra psicológica contra o governo Dilma, dizia que grandes indústrias racionavam energia (o que era mentira e inibia novos investimentos); pelo jeito, os Marinho vestiram a carapuça

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247 - Pelo jeito, a carapuça serviu. Em editorial publicado nesta terça-feira, último dia de 2013, o jornal O Globo protesta contra a expressão "guerra psicológica" usada pela presidente Dilma Rousseff em seu pronunciamento, no último domingo. "Se alguns setores, seja porque motivo for, instilarem desconfiança, especialmente desconfiança injustificada, isso é muito ruim. A guerra psicológica pode inibir investimentos e retardar iniciativas", disse a presidente.
Guerra psicológica era exatamente a conduta do jornal O Globo, no início do ano passado, quando "informava" que grandes empresas estariam racionando energia – como se sabe, o "apagão" foi uma peça de ficção criada por jornais como Globo e Folha justamente para instilar desconfiança na economia e retardar iniciativas empresariais.
No editorial desta terça, O Globo, que poderia ter feito uma autocrítica – como fez recentemente, ao admitir seu apoio ao golpe militar de 1964 –, preferiu dizer que a presidente Dilma não tem autocrítica e comparou sua fala à de presidentes de países autoritários.
Eis o texto do jornal dos Marinho:
Autocrítica
A presidente Dilma cometerá o primeiro erro de 2014 se romper o ano com a ideia de que há uma "guerra psicológica" contra sua política econômica.
Será grave falha se importar de alguns países latino-americanos este tipo de explicação, típicas de governos autoritários, prestes a perder por completo o controle da crise econômica por eles provocada.
Não a ajudará em nada na campanha eleitoral, tampouco o país. Melhor é reconhecer os erros cometidos e começar a resolvê-los, como feito na privatização da exploração de estradas, aeroportos, etc.
A origem da "guerra psicológica" são falhas do seu próprio governo.
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