Autor do furo sobre ligação entre BTG e dono do avião contesta plágio do Globo
"A notícia original de O Globo sobre Teori Zavascki e o BTG Pactual - baseada na minha notícia publicada ontem no site De Olho nos Ruralistas - foi enviada aos editores do jornal carioca, pelos repórteres, com crédito. Que depois foi retirado. Desde o início enfatizo o papel do jornal, da empresa, nessa omissão. Ele se chama O Globo. Mesmo que o editor tenha (e tem) responsabilidade. Evidente que não foi uma 'distração'. E sim um desrespeito profissional - para dizer o mínimo", diz o jornalista Alceu Castilho, que noticiou a ligação entre Carlos Filgueiras, dono avião que transportou Teori Zavascki, e o BTG Pactual

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Por Alceu Castilho, em seu Facebook
A notícia original de O Globo sobre Teori Zavascki e o BTG Pactual - baseada na minha notícia publicada ontem no site De Olho nos Ruralistas (leia aqui o original) - foi enviada aos editores do jornal carioca, pelos repórteres, com crédito. Que depois foi retirado (confira aqui a versão do Globo, sem crédito).
Desde o início enfatizo o papel do jornal, da empresa, nessa omissão. Ele se chama O Globo. Mesmo que o editor tenha (e tem) responsabilidade. Evidente que não foi uma "distração". E sim um desrespeito profissional - para dizer o mínimo.
Importante assinalar que o site do Jornal do Brasil deu crédito para o De Olho. Revista Forum, Diário do Centro do Mundo, Caros Amigos reproduziram o texto do Brasil 247 - o primeiro a perceber a importância da notícia. Assinalando, como deve ser, quem produziu o furo.
Muito resumidamente, temos o seguinte. Teori Zavascki viajava num avião com um empresário que era sócio do BTG Pactual, investigado na Lava-Jato. O BTG do banqueiro André Esteves, solto no ano passado pelo ministro.
As informações são de interesse público. Concluam o que quiserem a partir delas. Quem faz denúncia ou investiga é o Ministério Público, a polícia. Eu acho um monte de coisas sobre isso. Mas me ative às informações.
Jornalistas informam. Não é trabalho que caia do céu. Temos técnicas, procedimentos. Trabalhamos, nos esforçamos, temos memória, de vez em quando fazemos uma ou outra sinapse.
E merecemos crédito por isso.
O jornal O Globo não conseguirá corrigir o plágio - este é o nome - na reportagem impressa. Ainda espero que faça a correção virtual.
Basta pensar no seguinte: se o furo tivesse sido dado pelo New York Times eles deixariam de dar o crédito?
Como jornalista profissional, exijo respeito dos meus colegas. É o mínimo.
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