Mensalão mineiro pode prescrever, diz Globo
Julgamento do esquema de desvio de recursos públicos para a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas ainda não foi marcado; atraso deve beneficiar principalmente Cláudio Mourão, ex-tesoureiro da campanha e classificado pelo Ministério Público como figura central na operação; os crimes de peculato e formação de quadrilha prescrevem em abril de 2014, quando o réu completará 70 anos

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247 – Ainda sem previsão de julgamento, o Globo afirma na edição desta quarta-feira que o processo que investiga desvio de recursos públicos para a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas, em 1998, o chamado mensalão mineiro, deve prescrever.
O esquema de desvio de recursos públicos que abasteceu o caixa de campanha de políticos do PSDB local também era operado pelo publicitário Marcos Valério.
A ação chegou à corte ainda em 2003, dois anos antes, portanto, das primeiras acusações do chamado mensalão do PT, que abalaram o governo petista e redundaram na Ação Penal 470. O Congresso em Foco revelou que, em maio do ano passado, o então presidente da corte, Carlos Ayres Britto, chegou a chamar o julgamento da ação cível, aquela que permite a recuperação de recursos desviados, do mensalão mineiro. Mas por algum motivo que nem Ayres Britto nem os demais ministros sabem explicar, o processo saiu da pauta. E não voltou mais. Enquanto a ação cível contra os tucanos não sai da gaveta, o Supremo já condenou 25 réus envolvidos no esquema de desvio de dinheiro montado pelo PT e analisa agora os respectivos recursos.
Segundo o jornal, o atraso deve beneficiar principalmente Cláudio Mourão, ex-tesoureiro da campanha e classificado pelo Ministério Público como figura central na operação. Os crimes de peculato e formação de quadrilha prescrevem em abril de 2014, quando o réu completará 70 anos.
Porém, a juíza Neide da Silva Martins, da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, cogita julgamento apenas em 2015. Outro réu, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, já teve os crimes prescritos pelo mesmo motivo.
Até agora, apenas o ex-diretor do Banco Rural Nélio Brant Magalhães foi condenado, a uma pena de nove anos e nove meses de reclusão pelos crimes de gestão fraudulenta e gestão temerária de instituição financeira. Ele poderá recorrer em liberdade.
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