"Meteram pela janela a Venezuela no Mercosul"
Jornais paraguaios demonstram revolta com a decisão tomada por Dilma, Cristina e Mujica de permitir o ingresso da Venezuela no bloco econômico; editorialistas fazem alusão ao acordo de 1865, que se seguiu à Guerra do Paraguai

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247 – A decisão tomada ontem pelos presidentes Dilma Rousseff, Cristina Kirchner e Jose Pepe Mujica, de Brasil Argentina e Uruguai, de suspender os direitos do Paraguai e permitir o ingresso da Venezuela reacendeu feridas de uma guerra de 150 anos atrás. Todos os jornais paraguaios demonstraram indignação e fizeram alusão à Guerra do Paraguai, que devastou o país vizinho no século XIX.
Maior jornal do Paraguai, o ABC Color foi enfático. “Meteram pela janela a Venezuela”, decretou. Segundo o periódico, foi um “atropelo à dignidade, às instituições e aos direitos internacionais da República”. O jornal citou a Guerra do Paraguai ao lembrar que o argumento de que a decisão “não é contra o povo” foi o mesmo usado no Tratado de 1865, que pôs fim ao conflito.
No ABC Color, frequentemente têm sido citados como referências positivas alguns colunistas da revista Veja, como, por exemplo, Ricardo Setti. O jornal destaca, por exemplo, que Setti definiu como “golpe” a decisão que permitiu o ingresso da Venezuela no bloco. O maior vilão seria o chanceler argentino Hector Timermann, que, segundo os paraguaios, teria liderado o movimento para punir o país e beneficiar a Venezuela.
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