Transposição recebe mais R$ 772 milhões
Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) assinou contrato com a construtora Mendes Júnior para dar seguimento à construção do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco. A obra fica entre os municípios de Cabrobó, Verdejante e Salgueiro, todos em Pernambuco

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Leonardo Lucena _PE247 – O ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), assinou um contrato de R$ 772,1 milhões com a construtora Mendes Júnior para dar seguimento à construção do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco. A obra fica entre os municípios de Cabrobó, Verdejante e Salgueiro, todos em Pernambuco. Serão gerados mais 600 empregos nesta parte da transposição, que já conta com 1.490 trabalhadores na região. A obra, com 43% de conclusão, está orçada em R$ 8,2 bilhões e deve ser concluída em 2014 -- o custo inicial era de R$ 4,6 bilhões e a previsão de término, 2010.
As intervenções também serão feitas nas cidades de Custódia e Sertânia, ambas em Pernambuco, Brejo Santo (Ceará), São José de Piranhas (PB) e o canal de proximidade do Eixo Leste. Até fevereiro, será publicado o edital de licitação para obras nos municípios paraibanos de Custódia e Betânia, além de trechos de terra em Monteiro e Cajazeiras, na Paraíba, e em Sertânia. Mais de quatro mil pessoas trabalham nas obras do São Francisco, onde sete dos 16 lotes estão em atividade. O Governo Federal investiu R$ 3,5 bilhões até o momento.
A transposição consiste em dois eixos. O Norte beneficiará os estados do Ceará e Rio Grande do Norte, além de Pernambuco e Paraíba, que também serão contemplados com o Eixo Leste. Um total de 391 cidades nordestinas será beneficiado.
Água
A Região Nordeste abriga 28% da população nacional. Nela, 70% da água é proveniente do rio São Francisco, de acordo com informações do Portal Brasil, do Governo Federal. Conforme o site, a Organização das Nações Unidas recomenda uma oferta hídrica de 1.500 metros cúbicos por habitante anualmente (m³/hab/ano). Porém, a disponibilidade de água nas bacias localizadas ao Norte do Nordeste é de 450 m³/hab/ano.
A viabilidade do projeto continua causando discordâncias. Se, por um lado, trará efeitos positivos, como diminuição de doenças provocada por água contaminada, dinamização do comércio no interior dos estados e diminuição de prejuízos causados pela seca, por outro, corre-se o risco, por exemplo, de perda da biodiversidade, além da queda no fornecimento de energia devido à redução no volume de água. É esperar como a população será contemplada após a conclusão das obras.
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