Cardozo está na fogueira
Em vez de agir para conter a crise, PT estimula a ida do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao Congresso para explicar a Operação Porto Seguro, que atingiu o escritório da presidência da República, em São Paulo; ele tem data para prestar esclarecimentos na Câmara e irá também ao Senado; alas do partido defendem sua demissão

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247 - O estrago causado pela Operação Porto Seguro, ainda não totalmente dimensionado, colocou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na fogueira. Ele, que estava em Fortaleza na última sexta-feira, quando a operação foi deflagrada, não tinha informações sobre o alcance da operação e não informou a presidente Dilma Rousseff com antecedência (leia mais aqui sobre a falha no aparato de inteligência do governo federal).
A secretária-executiva do Ministério da Justiça, Márcia Pelegrini, afirmou, nesta tarde, que a operação ocorreu dentro da normalidade. “É o trabalho normal da PF. Eles vão desenvolvendo o trabalho, e chega um momento de deflagrar a operação, e eles deflagram. É rotina, não tem nenhuma orientação específica”, disse ela.
No entanto, diante de uma situação que cria constrangimentos sérios para o PT e para o ex-presidente Lula, parlamentares do próprio partido já estimulam a ida do ministro ao Congresso para prestar esclarecimentos. Ela já tem data para ir à Câmara e deverá ir também ao Senado. Leia, abaixo, noticiário da Agência Brasil:
Porto Seguro: líder do PT defende ida de Cardozo e de Adams ao Senado
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O senador Walter Pinheiro (PT-BA) defendeu hoje (27) a ida do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, ao Senado para prestar esclarecimentos sobre a Operação Porto Seguro da Polícia Federal. O líder do PT na Casa disse que os lideranças querem ainda que os presidentes das agências onde trabalhavam os investigados compareçam ao Congresso para dar explicações.
A PF encontrou irregularidades na Agência Nacional de Águas (ANA), na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No total, seis pessoas foram presas na ação de sexta-feira (23).
Cardozo, como ministro da Justiça, é responsável pela Polícia Federal que prendeu suspeitos e investiga um esquema de favorecimento de interesses privados em processos públicos. Já Adams é o advogado-geral da União e superior hierárquico de um dos investigados.
“Essa é uma coisa que assusta todos nós. Funcionários, inclusive de carreiras, utilizando a estrutura em benefício próprio e até beneficiar terceiros. Acho que a Polícia Federal foi importante e mostra o papel institucional, a ação correta desse organismo de combate a corrupção”, destacou o senador.
O senador disse ainda que mesmo com as investigações policiais e os inquéritos, a atuação do Congresso é importante. “[É fundamental que o Congresso também continue] o processo rigoroso de apuração para ver a extensão das ações que foram patrocinadas [pelo grupo] na estrutura pública”.
O ministro da Justiça já tem data para ir à Câmara. Na próxima terça-feira (4), ele estará na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, onde falará sobre a Operação Porto Seguro e a série de atos violentos que ocorre em São Paulo.
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