Aécio e Alckmin vaiados na Paulista: corruptos
Dois presidenciáveis tucanos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Geraldo Alckmin, que esperavam ser aclamados pela população neste domingo, foram surpreendidos com a reação hostil dos manifestantes; ambos foram recebidos com vaias, sendo chamados de corruptos e ladrões de merenda escolar; Aécio já foi citado em cinco delações da Lava Jato como responsável de um esquema de propinas em Furnas; Alckmin viu o primeiro escalão de seu governo ser atingido pelo escândalo do roubo da merenda escolar; "É para esses políticos da oposição verem que tipo de manifestação apoiam e financiam. A criminalização da política atinge todos. Assim é que surgem os apolíticos e viram heróis", diz a deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ); assista ao vídeo do momento da agressão

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SP 247 - Dois presidenciáveis tucanos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Geraldo Alckmin, que esperavam ser aclamados pela população neste domingo, foram surpreendidos com a reação hostil dos manifestantes.
Ambos foram recebidos com vaias, sendo chamados de corruptos e ladrões de merenda escolar, em referência ao escândalo do desvio de recursos da merenda escolar na gestão de Alckmin.
Mais cedo, Alckmin recebeu, na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, uma comitiva formada por senadores e deputados da oposição. Em entrevista coletiva ele disse que "é preciso virar a página".
"Precisamos virar essa página. Precisamos de uma solução rápida para retomar o crescimento".
A deputada federal Jandira Feghali, do PC do B, avaliou que a recepção aos tucanos serve como lição. "É para esses políticos da oposição verem que tipo de manifestação apoiam e financiam. A criminalização da política atinge todos. Assim é que surgem os apolíticos e viram heróis", disse a comunista.
Assista ao vídeo do momento da agressão e leia mais na reportagem da Agência Brasil:
Alckmin e Aécio são hostilizados em SPAlckmin e Aécio são hostilizados e desistem de participar de protesto na avenida Paulista. Veja os momentos de tensão no vídeo abaixo:
Publicado por Jamildo Melo em Domingo, 13 de março de 2016Alckmin e Aécio são vaiados em ato contra o governo na Avenida Paulista
Daniel Mello - Diversos políticos e parlamentares de partidos de oposição estiveram presentes neste domingo (13) na Avenida Paulista, região central da capital, no ato em favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O principal ponto de encontro das lideranças oposicionistas foi o palco montado pelo Movimento Brasil Livre, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Ao se aproximarem do local, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram vaiados pelos manifestantes. "Nós estamos aqui como cidadãos, respeitando a pluralidade nessa sociedade tão múltipla como a nossa e na busca daquilo que nos une, o fim desse governo", disse o senador.
Perguntado sobre as menções de seu nome na Operação Lava Jato, o senador mineiro se defendeu das suspeitas que têm surgido sobre seu envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. "Acho que todas as citações têm que ser investigadas e elas estão se desmontando porque são falsas", enfatizou.
Alckmin destacou o caráter pacífico do protesto. "Acho que São Paulo está dando uma grande demonstração de civismo. Uma festa democrática pacífica, sem briga, com uma grande participação popular. Acho que é o momento de cada um de nós ajudar o Brasil a virar essa página e retomar o crescimento", disse o governador, que após ser hostilizado deixou o ato rapidamente.
Ao microfone, o deputado federal Onix Lorenzoni (DEM-RS) criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por incentivar a militância a defender o mandato de Dilma. "Que líder é esse que joga brasileiro contra brasileiro?", disse para o público que se aglomerava em frente ao Masp. O ex-presidente, em muitos momentos, era o alvo principal dos gritos de ordem dos manifestantes e dos oradores dos carros de som que pediam a prisão do líder petista.
Outro tema recorrente foi os impostos, lembrados pelo pato inflável montado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em frene à sede da entidade. Também foram distribuídos balões da campanha que critica a carga tributária brasileira.
Multidão
Em diversos pontos da avenida era difícil andar em meio à multidão devido a grande concentração de pessoas. Apesar de o ato estar marcado para o meio da tarde, no final da manhã diversos manifestantes já chegavam à região. Além dos carros de som, foram inflados dois bonecos gigantes de Dilma e Lula.
Tudo foi acompanhado por um grande contingente da Polícia Militar (PM), que espalhou veículos blindados por diversos pontos da avenida. Segundo a PM, uma mulher foi presa por desacato depois de jogar uma garrafa de água contra policiais.
Para um dos líderes do MBL Kim Kataguiri, a divulgação de trechos da suposta delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi um dos fatores que ajudou a impulsionar a manifestação. "A delação do Delcídio do Amaral foi o que mais contou", ressaltou.
Na avaliação dele, algumas figuras politicas só aderiram ao movimento pela destituição de Dilma pela pressão dos protestos. "A gente vinha criticando a oposição por não comparecerem, por não apoiarem o impeachment. Agora, houve essa mudança de postura, talvez não por convicção pessoal, mas por terem sido empurrados pelas manifestações", disse, ao comentar as vaias dadas ao senador Aécio e ao governador Alckmin.
A manifestação vai, na opinião do senador Ronaldo Caiado, (DEM-GO), líder do DEM no Senado, ajudar a pressionar o Congresso a aprovar o impedimento de Dilma. "Não tem como agora a classe política não responder a essa reação da população brasileira. Seria negar a função do Congresso Nacional de ser representante do povo brasileiro".
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