Mauro Lopes: agências de checagem são os novos censores
Após o episódio envolvendo o consultor do Vaticano Juan Grabois, o jornalista Mauro Lopes classifica como censura a mira das agências de checagem de notícias nos sites progressistas; "Na época da ditadura os censores ocupavam cargos no Ministério da Justiça e grifavam o que não poderia ser publicado nos jornais. Hoje, as agências de checagem é a versão pós-moderna desta censura", condena; Assista a íntegra da análise

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247 - O jornalista Mauro Lopes, que tem grande envolvimento com a Igreja Católica, comentou no programa "Giro das 11" sobre o posicionamento do Vaticano ao se retratar sobre a visita do consultor do Papa Juan Grabois ao ex-presidente Lula e define como uma nova forma de censura a estabelecida pelas agências que deveriam ter como princípio a checagem de notícias falsas.
Nesta terça-feira (12), um dia depois de o advogado argentino Juan Grabois, consultor no Vaticano, ser impedido de entregar pessoalmente ao ex-presidente Lula um terço abençoado pelo Papa Francisco, a comunicação do Vaticano divulgou uma nota dizendo que o terço não foi entregue diretamente pelo papa a Lula, argumentando que a tentativa de visita foi feita em caráter individual por Grabois.
A Agência Lupa de checagem de notícias, ligada ao grupo Folha, classificou como falsas matérias sobre o caso veiculadas pelo Brasil 247 e outros sites de esquerda, como DCM e Fórum.
Posteriormente, site Vatican News, porta-voz oficial do Vaticano no Brasil, tirou do ar a nota desmentindo que visita de Juan a Lula teria alguma influência do Papa, colocando em xeque a verificação da Agência Lupa de que as matérias veiculadas seriam falsas.
Juan é um jovem de confiança
Mauro ressalta que Juan é um jovem de alta confiança do pontífice. "Ele jamais visitaria o Lula se não fosse guiado pelo Papa, além disso, o consultor não tem expressividade alguma para pautar uma visita pessoal ao ex-presidente", argumenta.
O jornalista explica que o pontífice enfrenta uma batalha imensa. "O Papa governa numa situação muito difícil, a cúria romana é a gestora da igreja no mundo inteiro e ainda é muito conservadora", elucida Mauro.
Agências de censura
Mauro classifica como censura a mira das agências de checagem de notícias nos sites progressistas. "Na época da ditadura os censores ocupavam cargos no Ministério da Justiça e grifavam o que não poderia ser publicado nos jornais. Hoje, as agências de checagem é a versão pós moderna desta censura", condena.
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