Inferno de Beto Richa completa um ano no Paraná
Tucano foi de reeleito em primeiro turno, em 2014, a pior governador do País no ano passado, de acordo com o instituto Paraná Pesquisas; na mira de duas investigações no Estado que apuram fraude e desvios de recursos públicos para financiamento de campanhas, Richa passou a ser criticado logo após a eleição, quando anunciou um ajuste fiscal com aumento de impostos como IPVA e ICMS sobre a gasolina; o auge da queda de sua popularidade, no entanto, segundo até mesmo interpretação da revista Veja, para quem Richa é o "tucano problema", foi a greve de 45 dias dos professores no Estado, iniciada em 9 de fevereiro de 2015 e que resultou, em abril, na batalha campal no Centro Cívico de Curitiba, com mais de 200 servidores feridos após um massacre da Polícia Militar

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Blog do Esmael - O Paraná não é mais o mesmo desde 9 de fevereiro de 2015, ou seja, há exato um ano, desde que fora deflagrada a greve dos educadores. Eles buscavam – e ainda buscam – dignidade, respeito, manutenção da ParanáPrevidência e dos quinquênios, auxílio-transporte, cumprimento de acordos de reajustes, enfim, propunham a justa bandeira “nenhum direito a menos”.
Pois bem, o Paraná não é mais o mesmo desde então porque o governador Beto Richa (PSDB) também já não é o mesmo. Antes, o tucano ostentava popularidade na casa dos 70%. Hoje, segundo o instituto Paraná Pesquisas, ele tem a pior avaliação do país com quase 80% de reprovação.
Além disso, o governador do PSDB corre o risco de ir para a cadeia ainda durante seu mandato, de acordo com reportagem da revista Veja – que é alinhada ao tucanato nacional – em virtude de corrupção na Receita Estadual e na educação (Operações Publicano e Quadro Negro, respectivamente).
Fevereiro é um mês especial para os educadores paranaense porque lembra o início de todo o movimento paredista que culminou com o desmonte da farsa chamada Beto Richa.
Também é importante recordar a data 10 de fevereiro, que marcou a ocupação da Assembleia Legislativa do Paraná. O momento é igualmente histórico porque resultou no fim do da comissão geral (tratoraço) naquela Casa e na suspensão do pacotaço tucano que punha fim a conquistas do magistério e de servidores públicos. (Aqui faço um parêntese para recordar o patético e hilário camburão que transportou os deputados governistas. Como esquecê-los?).
Professores e funcionários das 2,1 mil escolas do estado podem não ter conseguido vitórias econômicas expressivas com a greve de 2015, mas, na opinião do Blog do Esmael, eles obtiveram êxito na batalha das batalhas, a da comunicação, ou seja, politicamente conseguiram um feito que nenhum movimento antes conseguiu.
A histórica greve da educação foi transmitida ao vivo pelo Blog do Esmael em parceria com a TV 15, do início ao fim, desde a assembleia que a deflagrou em 7 de fevereiro até a que a encerrou em 9 de junho de 2015. Foram 43 dias de greve que mudaram a política do Paraná.
Em relação ao massacre covarde ocorrido em 29 de abril, quando 213 ficaram feridos, é um capítulo à parte.
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