Clínicas privadas recorrem a Congresso para que possam comercializar vacina indiana sem confisco do SUS
Medida sancionada por Jair Bolsonaro prevê o confisco de vacinas obtidas por empresas enquanto a imunização de grupos prioritários estiver em curso. Estão previstas para abril em mais de 600 clínicas particulares 5 milhões de doses da vacina indiana contra a Covid-19, a Covaxin. No entanto, o presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacina acredita que a quantidade não poderia ajudar o sistema
247 - A Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC) está recorrendo ao Congresso para isentar clínicas particulares da obrigação, sancionada por Jair Bolsonaro na última quarta-feira (10), por parte de pessoas jurídicas, de doar vacinas compradas ao Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto a imunização de grupos prioritários esteja em curso.
Segundo o presidente da associação, Geraldo Barbosa, clínicas privadas não podem ser equiparadas a outras empresas que não têm o caráter de prestar serviços de imunização humana, e, portanto, devem ser isentadas da medida. Ele considera também que a importação por clínicas privadas atuará para aumentar o ritmo de imunização.
Barbosa acrescenta que clínicas privadas não teriam condições de ajudar o SUS, apesar de diversos especialistas estarem alertando para a falta de vacinas no sistema: "Essa lei foi mais direcionada às grandes empresas e corporações que poderiam ajudar o governo brasileiro e doariam as doses. As clínicas particulares não possuem condição de fazer isso, elas iriam fechar", diz Barbosa, conforme reportado na Folha de S.Paulo.
A ABCVC busca a determinação exata de quais empresas têm o direito de não serem confiscadas.
Está prevista para abril em mais de 600 clínicas ao redor do país a chegada de 5 milhões de doses da Covaxin, vacina contra a Covid-19 do laboratório indiano Bharat Biotech. No entanto, seu uso ainda não foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com Barbosa, cada clínica poderá estabelecer o preço de comercialização do imunizante. Cada dose está sendo negociada a R$ 244 (U$ 44), sem contar os custos de mão de obra, transporte, carga tributária e equipamentos de proteção individual.
No mês passado, o Instituto Albert Einstein, em São Paulo, anunciou que testes da fase 3 com o imunizante devem começar já neste mês. A vacina Covaxin deve ser aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas.
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