Ipsos: para 96%, Lava Jato deve continuar, mesmo que quebre o País
Levantamento realizado pelo instituto de pesquisa Ipsos, divulgado nesta sexta-feira, 2, mostra que 96% dos brasileiros acreditam que as investigações da operação Lava Jato "devem ir até o fim, custe o que custar"; taxa de apoio é a mais alta desde janeiro de 2016; levantamento, feito em 72 cidades brasileiras com 1.200 entrevistas presenciais, entre os dias 1 e 13 de novembro, mostra que, para nove em cada dez entrevistados, a Lava Jato deve seguir, mesmo que isso signifique instabilidades na economia e no cenário político brasileiro
247 - Levantamento realizado pelo instituto de pesquisa Ipsos, divulgado nesta sexta-feira, 2, mostra que 96% dos brasileiros acreditam que as investigações da operação Lava Jato "devem ir até o fim, custe o que custar".
A taxa de apoio é a mais alta desde janeiro de 2016, mês da primeira pesquisa de Ipsos sobre as investigações. Naquele mês, 90% dos entrevistados declararam que a Lava Jato deveria ter continuidade, independente das consequências.
O levantamento, feito em 72 cidades brasileiras com 1.200 entrevistas presenciais, entre os dias 1 e 13 de novembro, mostra que, para nove em cada dez entrevistados, a Lava Jato deve seguir, mesmo que isso signifique instabilidades na economia e no cenário político brasileiro.
Essa é a taxa mais alta desde janeiro. Naquele mês, 81% dos pesquisados acreditavam que a operação deveria seguir, mesmo com riscos de instabilidade política, e 79% declararam que a Lava Jato deveria continuar, mesmo com impacto na estabilidade econômica. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Para 94% das pessoas ouvidas, a operação deve seguir, mesmo com o impeachment da ex-presidente, Dilma Rousseff, e com a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. O mesmo percentual acredita que ainda restam muitos nomes a serem investigados pela Lava Jato.
"A Lava Jato tem forte simbologia junto à opinião pública, que acredita que as investigações podem transformar o Brasil em um país sério", afirma Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs e responsável pelo Pulso Brasil. "Por isso, as manifestações populares, sejam por meio de panelaços, sejam por meio das redes sociais ou até mesmo tomando as ruas, devem ganhar força caso a população entenda que o governo ou a classe política estejam tentando barrar as investigações," avalia o pesquisador.
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