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    Mensagens revelam que Dominghetti e ONG de reverendo tentaram intermediar venda de vacinas para outros países

    Mensagens encontradas no celular do policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira, apreendido pela CPI da Covid, apontam que ele e o reverendo Amilton Gomes de Paula, da Senah, tentaram vender imunizantes para Honduras, Paraguai e Angola

    (Foto: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO // LinkedIn/Reprodução)

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    247 - Mensagens encontradas no celular do policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira, apreendido pela CPI da Covid, apontam que ele e o líder da associação privada Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), reverendo Amilton Gomes de Paula, discutiram a venda de vacinas contra a Covid-19 para países como Honduras, Paraguai e Angola.

    De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, os documentos teriam sido enviados por mensagens e envolvem a oferta de doses da vacina russa Sputnik V ao governo do Paraguai por meio da farmacêutica goiana Cifarma. O reverendo Amilton também teria oferecido doses da vacina AstraZeneca aos ministérios da saúde de Angola e Honduras através da fabricante norte-americana Latin Air Support.

    Nas mensagens encontradas no celular de Dominghetti, um homem chamado Serafim, identificado como representante da Cifarma, e um empresário chamado Renato, que seria ligado à Senah, aparecem informações sobre a tentativa de vender imunizantes para o Paraguai. 

    O empresário afirma, ainda, ter acesso fácil ao cônsul geral do Paraguai no Rio de Janeiro, Hernando Arteta Melgarejo, além de comentar sobre a possibilidade de criar uma empresa offshore para evitar pagar tributos no Brasil. 

    Ainda conforme a reportagem, meses antes, a Senah estava diretamente à frente das tentativas de comercializar as vacinas no mercado internacional. 

    “Em 25 de fevereiro, carta assinada pelo reverendo Amilton ao governo de Honduras diz que haveria disponibilização de vacinas no valor de US$ 3,97 a dose em até oito dias úteis. Ele afirmava na carta que as vacinas são da AstraZeneca, que havia disponibilidade de entrega de 35 milhões de doses ao governo hondurenho no período supracitado e que elas estão sob custódia na fábrica da Índia e o fornecimento seria feito pela Latin Air Support, localizada na Flórida (EUA)”, destaca o texto.

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