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    Promotor ignora infiltrado do Exército em denúncia contra manifestantes

    Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou 18 manifestantes de um ato contra Michel Temer, que foram presos pela Polícia Militar no dia 4 de setembro, no Centro Cultural São Paulo, na zona sul da capital paulista; todos foram acusados de associação criminosa e corrupção de menores; promotor simplesmente omitiu da denúncia a principal controvérsia envolvendo a prisão dos jovens no CCSP: a presença do capitão do Exército Willian Pina Botelho, que havia se infiltrado entre os jovens detidos com o nome falso de Balta Nunes; reportagem da Ponte Jornalismo

    Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou 18 manifestantes de um ato contra Michel Temer, que foram presos pela Polícia Militar no dia 4 de setembro, no Centro Cultural São Paulo, na zona sul da capital paulista; todos foram acusados de associação criminosa e corrupção de menores; promotor simplesmente omitiu da denúncia a principal controvérsia envolvendo a prisão dos jovens no CCSP: a presença do capitão do Exército Willian Pina Botelho, que havia se infiltrado entre os jovens detidos com o nome falso de Balta Nunes; reportagem da Ponte Jornalismo (Foto: Aquiles Lins)
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    SP 247 - O Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou 18 manifestantes de um ato contra Michel Temer, que foram presos pela Polícia Militar no dia 4 de setembro, no Centro Cultural São Paulo, na zona sul da capital paulista.

    Todos foram acusados de associação criminosa e corrupção de menores. Para justificar a denúncia, o promotor Fernando Albuquerque Soares de Souza aponta o fato de a polícia ter apreendido com os manifestantes frascos com vinagre ("utilizado para minorar os efeitos do gás que a polícia usa para debandar arruaceiros") e materiais de primeiros socorros ("que seriam utilizados em comparsas que viessem a sofrer lesões no confronto com policiais militares") e um "disco de metal que seria utilizado como escudo", além de uma câmera fotográfica, que os suspeitos usariam para "registro de ações criminosas e posterior divulgação em redes sociais e outros meios de veiculação de ideias".

    O promotor simplesmente omitiu da denúncia a principal controvérsia envolvendo a prisão dos jovens no CCSP: a presença do capitão do Exército Willian Pina Botelho, que havia se infiltrado entre os jovens detidos com o nome falso de Balta Nunes.

    Em outubro, o comandante-geral do exército, general Eduardo da Costa Villas Boas, afirmou à Rádio Jovem Pan "houve uma absoluta interação" do Exército com o governo Geraldo Alckmin (PSDB) no episódio do CCSP.

    Dois meses depois, o Exército recuou e, numa resposta dirigida a um ofício do deputado federal Ivan Valente (PSOL), disse que o governo paulista não sabia das ações de Botelho nem teria passado informações à polícia que levaram à prisão dos manifestantes.

     Leia reportagem na íntegra da Ponte Jornalismo

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