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      Rogério Correia

      Deputado federal (PT-MG)

      82 artigos

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      5 anos depois do golpe, Brasil piorou em tudo… pode conferir!

      "Estudos serão necessários para que gerações futuras compreendam como um país mergulhou tanto, e em tão pouco tempo, no mais absoluto atraso", avalia o deputado Rogério Correia

      Presidenta Dilma Rousseff durante declaração a imprensa após comunicado do Senado Federal sobre o Processo de impeachment. 31 de agosto de 2016 (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

      Cinco anos depois, o cenário é de destruição.

      "Não foi pedalada, foi o conjunto da obra", argumentam aqueles que ainda defendem a queda de Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016.

      Foi pelo dólar alto e pelo real fraco que impediam a viagem à Disney? Não pode ser. Desde o golpe contra Dilma o dólar não parou de subir e o real não parou de derreter.

      Foi pela "inflação galopante" dos anos Dilma? Impossível, pois os preços mantinham-se dentro da meta, agora ameaçada por Jair Bolsonaro.

      Foi a gasolina cara?

      Hã?

      Michel Temer mal assumiu o posto que usurpou de Dilma e mandou a Petrobras mudar sua política de preços. Daí pra frente, nunca os brasileiros pagaram tanto pelo litro da gasolina – que continua subindo...

      Foi a corrupção então?

      Difícil aceitar, pois até seus adversários políticos tratam a ex-presidenta Dilma como uma mulher honesta, acima de suspeitas. Ao contrário dos seus sucessores, Michel Porto de Santos Temer e Jair Rachadinha Bolsonaro...

      Cinco anos após a sessão do Senado que sacramentou o "impeachment" de Dilma, o Brasil só piorou. Não há um único, sequer umzinho fundamento econômico ou social em que melhoramos.

      As contas públicas apresentam rombos ascendentes. O ministro da Fazenda deu até para ameaçar calote em precatórios.

      Inflação, câmbio, atividade econômica, emprego, renda... Nada escapa: em cinco anos, pioramos em tudo. Tudo!

      Pioramos na área cultural, ignorada, ou melhor, desprezada por Temer e Bolsonaro.

      Pioramos na área ambiental, a ponto de termos por tanto tempo um ministro do "Meio Ambiente" amigo dos madeireiros e de virarmos um pária internacional por conta da destruição de nossos biomas.

      Passamos a ser vistos com maus olhos na comunidade internacional pelo desrespeito público do presidente em relação a direitos humanos e às diversidades racial e de gênero.

      Temer e Bolsonaro prometeram o paraíso ao povo em troca da destruição de direitos trabalhistas.

      "Menos direitos, mais empregos", prometiam... Os direitos foram exterminados. Os empregos também.

      Não satisfeitos, Bolsonaro e seu incompetente ministro da Fazenda ameaçam com a tal PEC 32, que destruirá o serviço público.

      Em cinco anos, meteram a mão na aposentadoria do povo, no emprego com carteira assinada, meteram a mão na indústria nacional (com a inestimável do aliado Sérgio Moro). Meteram a mão no petróleo brasileiro.

      Meteram a mão na vacina e a covid que Jair Bolsonaro menosprezava já matou mais de meio milhão de brasileiros.

      Meteram a mão em latas de leite condensado e em picanhas suculentas enquanto o povo volta a passar fome...

      Meteram a mão em mansões em Brasília em plena maior crise da história...

      Estudos serão necessários para que gerações futuras compreendam como um país mergulhou tanto, e em tão pouco tempo, no mais absoluto atraso.

      Este 31 de agosto será conhecido com a data da infâmia, da burrice, da traição, da entrega da soberania...

      Que o Brasil diga o quanto antes o que já deveria ter dito há muito mais tempo: perdão, Dilma!

      * Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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