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      Sara York

      Sara Wagner York ou Sara Wagner Pimenta Gonçalves Júnior é bacharel em Jornalismo, licenciada em Letras Inglês, Pedagogia e Letras vernáculas. Especialista em educação, gênero e sexualidade, primeiro trabalho acadêmico sobre as cotas trans realizado no mestrado e doutoranda em Educação (UERJ) com bolsa CAPES, além de pai, avó. Reconhecida como a primeira trans a ancorar no jornalismo brasileiro pela TVBrasil247.

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      Dandaras, Harvard e a juventude: uma nova geração de mudança

      Dandara, jovem jurista brasileira, é um exemplo vivo desse novo perfil de estudantes e profissionais

      A turma de jovens brasileiros que construíram um dos eventos mais incríveis em matéria de interculturalidade, interseccionalidade política e geracional ocorrido em Harvard / 2025 (Foto: Arquivo Pessoal)

      A juventude universitária e sua inserção no mercado de trabalho têm se transformado de forma significativa nos últimos anos. Embora dados específicos sobre o cenário atual ainda sejam limitados, algumas tendências apontam para uma geração altamente engajada socialmente, tecnologicamente inovadora e resiliente diante dos desafios contemporâneos.

      Dandara, jovem jurista brasileira, é um exemplo vivo desse novo perfil de estudantes e profissionais. Sua trajetória acadêmica começou na tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), onde tive a honra de compor sua banca de TCC. Sua caminhada no Direito e na defesa dos Direitos Humanos a levou a Harvard, onde se destacou como uma das vozes mais ativas na discussão sobre equidade e justiça social. Acompanhei suas agenda em apenas 24h e garanto que o rítmo é alucinante.

      A juventude universitária e o impacto no Direito

      Os jovens de hoje demonstram um crescente interesse por causas sociais e buscam integrar esses valores em suas trajetórias acadêmicas e profissionais. Universidades de renome têm adaptado seus currículos para refletir essa demanda, incorporando temas como sustentabilidade, responsabilidade social e justiça.

      No Direito, isso se traduz em um crescente comprometimento com a defesa dos direitos humanos e das minorias. Dandara encarna essa nova visão do Direito: uma profissão que não se limita às salas de audiência e tribunais, mas que também se manifesta em debates acadêmicos, legislações mais inclusivas e a formação de novas políticas públicas.

      Harvard, diversidade e DEI

      Na Harvard Law School, Dandara encontrou um espaço de aprendizado e trocas interdisciplinares que ampliaram seu olhar sobre as questões jurídicas. Harvard se tornou um centro de debate sobre diversidade, equidade e inclusão (DEI), permitindo que vozes como a dela tivessem ainda mais impacto.

      O grupo de brasileiros na universidade tem se destacado por sua colaboração horizontal, onde a hierarquia tradicional dá lugar a um modelo de parceria. Essa dinâmica se torna um elemento chave ao falarmos de intergeracionalidade e políticas de DEI, pois reforça a importância da diversidade e da colaboração na produção acadêmica.

      Os desafios e o futuro

      Apesar dos avanços, a juventude ainda enfrenta desafios significativos, como a precarização do trabalho, a dificuldade de acesso a oportunidades e as desigualdades estruturais. No entanto, a geração de Dandara demonstra que é possível transformar esses obstáculos em oportunidades de mudança.

      Seu exemplo inspira uma nova geração de profissionais do Direito que entendem que a justiça vai além das leis: ela está na capacidade de questionar, inovar e construir um mundo mais justo para todos.

      A presença de Dandara em Harvard não é apenas um marco individual, mas um reflexo da capacidade da juventude brasileira de ocupar espaços globais e redefinir o futuro do Direito.

      Embora dados específicos e pesquisas atualizadas sobre a juventude em universidades e empregos formais em 2025 ainda sejam limitados em acesso público, podemos extrapolar tendências e informações disponíveis para destacar os pontos positivos:

      Pontos Positivos da Juventude nas Universidades:

      • Maior engajamento social: Os jovens demonstram um crescente interesse em causas sociais e ambientais, buscando integrar esses valores em seus estudos e carreiras. Muitas universidades estão adaptando seus currículos para incluir temas de sustentabilidade, responsabilidade social e justiça social, refletindo esse interesse.
      • Inovação e tecnologia: A geração atual é digitalmente nativa e traz consigo habilidades tecnológicas que podem impulsionar a inovação nas universidades e no mercado de trabalho. Eles estão mais aptos a usar novas tecnologias para a aprendizagem e para resolver problemas complexos.
      • Diversidade e inclusão: Há um movimento crescente por maior diversidade e inclusão nas universidades, com esforços para promover a equidade de gênero, racial e socioeconômica. A presença de jovens de diferentes backgrounds enriquece a experiência acadêmica e prepara os estudantes para um mercado de trabalho mais diverso.
      • Adaptabilidade e resiliência: A geração atual demonstrou grande adaptabilidade diante de desafios como a pandemia, mostrando resiliência e capacidade de aprender e se adaptar rapidamente a novas circunstâncias. Isso é um trunfo tanto para os estudos quanto para a vida profissional.

      Pontos Positivos da Juventude em Trabalhos Formais:

      • Novas habilidades: Jovens entram no mercado de trabalho com novas habilidades digitais e de comunicação, essenciais para muitas carreiras atuais. Eles são frequentemente mais rápidos em aprender novas tecnologias e plataformas.
      • Visão empreendedora: Muitos jovens demonstram um forte espírito empreendedor, buscando criar seus próprios negócios e inovar em seus setores. Isso contribui para a criação de empregos e o desenvolvimento econômico.
      • Flexibilidade e adaptação: Os jovens geralmente são mais flexíveis e adaptáveis às mudanças no mercado de trabalho, o que é uma vantagem em um ambiente profissional em constante evolução.
      • Foco em propósito: Há uma crescente tendência entre os jovens de buscarem trabalho com propósito, buscando empresas e carreiras alinhadas aos seus valores e que contribuam para um impacto positivo na sociedade.

      É importante notar que os desafios persistem. A falta de oportunidades, a precariedade do trabalho e as desigualdades socioeconômicas ainda afetam significativamente a juventude. No entanto, os pontos positivos mencionados demonstram o potencial da geração atual para contribuir significativamente para o desenvolvimento social e econômico de diferentes formas que a minha geração, por exemplo.

      Dandara é um exemplo claro dessa nova geração que busca impactar o mundo por meio do direito e da educação. Com uma trajetória marcada por desafios e conquistas, ela se destacou em Harvard, trazendo sua experiência do Largo de São Francisco (USP) para um dos principais palcos acadêmicos do mundo. Seu trabalho reflete não apenas a luta por direitos, mas também a importância de ampliar o acesso à educação e promover mudanças estruturais no Brasil e no exterior.

      Além de sua atuação acadêmica e jurídica, Dandara tem se envolvido ativamente na defesa dos direitos humanos, destacando-se como uma voz poderosa na luta por justiça e equidade. Sua presença no painel de Harvard reforça o reconhecimento internacional do seu trabalho e a necessidade de continuar avançando na construção de uma sociedade mais inclusiva e democrática.

      A turma de brasileiros em Harvard se destaca não apenas pelo talento individual, mas também pela forma colaborativa com que trabalham entre si, sem hierarquizações rígidas. Esse modelo de parceria torna a experiência ainda mais significativa ao falarmos de intergeracionalidade e políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), fortalecendo a presença brasileira no cenário acadêmico e político global. O ambiente permite a troca de conhecimentos entre diferentes gerações, promovendo um espaço de aprendizado mútuo e colaboração que rompe com estruturas tradicionais e hierárquicas, incentivando novas formas de pensar e atuar no direito e em outras áreas do conhecimento.

      Fui convidada por Dandara para ministrar uma palestra e fui aplaudida de pé ao lembrar que o jogo tem se invertido: agora são as jovens que abrem a porta para as mais velhas. Viva a política de alianças!

      * Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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