Uma política externa liberal-democrática
A política externa do governo Lula elegeu Trump e aliados como principais adversários
Recomendo a todos que assistam a coletiva de imprensa do presidente @LulaOficial, disponibilizada na parte inicial do Programa Bom Dia do @brasil247 de 27 de março. Ela é muito interessante, pois indica claramente a política brasileira, assentada na Frente Ampla e, na institucionalidade e na conciliação.
Do ponto de vista da política externa, fica evidente que o governo elegeu o Governo Trump e seus aliados, traduzidos como fascistas e negacionistas, como seu adversário fundamental e reafirmação da crença nas instituições multilaterais, criadas pelos EUA no pós-1945, como alicerces da governança global.
Nesta percepção profundamente aliada das democracias liberais, lideradas pelo antigo Ocidente Coletivo (EUA, União Europeia, os anglos - Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia - e os protetorados, Japão e Coreia do Sul, as COP, o G20 e os BRICS são equiparados, vistos como instrumentos políticos de gestão dos problemas mundiais.
Acreditávamos que a vitória de Donald Trump e demolição do sistema imperialista e sua substituição por um nacional-imperialismo, nas palavras de Breno Altman, que implica na destruição das instituições multilaterais, a começar pela ONU, mas, igualmente, OMC, OMS, Conselho de Direitos Humanos, o abandono do Globalismo Woke, teria implicado numa derrota da política externa do @ItamaratyGovBr, sua perspectiva de terceiro bloco com a União Europeia, e uma reorientação da política assentada na Diplomacia Presidencial, tão bem representada pelas últimas declarações de Celso Amorim, "o Brasil é do Sul Global".
Ledo engano, enquanto nos distraímos com o calvário de Jair Bolsonaro (parece que esquecemos 2006, 2016 e 2018), o país é conduzido em um mundo em total transformação, totalmente despreparado e vassalo dos derrotados - OTAN, UNIÃO EUROPEIA e os Liberais Democratas Wokes. Não por acaso, para nossa liderança, não há lugar para noções como classe, soberania e imperialismo. Ao apostar na institucionalidade, nas negociações pelo alto, não há espaço para educação e mobilização popular. O povo é objeto de políticas e não sujeito do seu próprio destino.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
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