Fisiculturista "homem aranha" que matou vendedora a facadas morre em presídio no ES
O crime que levou Wenderson à prisão aconteceu no dia 10 de março, em uma loja no bairro Glória, em Vila Velha
247 - O fisiculturista Wenderson Rodrigues de Souza, de 30 anos, morreu neste domingo (30) no Centro de Detenção Provisória de Vila Velha, onde estava preso desde o dia em que assassinou a vendedora Carla Gobbi. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) e repercutida pelo g1 ES.
Segundo a Sejus, Wenderson passou mal dentro da cela e os outros internos alertaram os policiais penais. Ele foi socorrido por servidores e encaminhado à Unidade de Saúde do Sistema Prisional (USSP), mas já chegou ao local sem vida. A causa da morte ainda não foi divulgada, e os procedimentos legais, incluindo a notificação das autoridades policiais e judiciais, estão em andamento.
Feminicídio e investigação
O crime que levou Wenderson à prisão aconteceu no dia 10 de março, em uma loja no bairro Glória, em Vila Velha. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele interagia com Carla Gobbi, de 25 anos, antes de levá-la para os fundos do estabelecimento e golpeá-la com uma faca no pescoço. Ela foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Wenderson por feminicídio. De acordo com a delegada Raffaella Aguiar, responsável pelo caso, não havia qualquer relação entre a vítima e o assassino, mas ficou constatado "menosprezo pela figura da mulher de modo geral". Dois agravantes pesaram na denúncia: Carla Gobbi tinha uma filha pequena e não teve qualquer possibilidade de defesa.
Vida e histórico criminal de Wenderson
Antes do crime, Wenderson era conhecido por vender doces vestido de Homem-Aranha nas ruas de Vila Velha e Vitória. Nas redes sociais, se apresentava como técnico em enfermagem, animador de eventos, poeta, coach de emagrecimento e bicampeão estadual de fisiculturismo.
Seu histórico criminal incluía uma prisão entre 2018 e 2019 por roubo e uma ocorrência enquadrada na Lei Maria da Penha. Além disso, uma medida protetiva já havia sido solicitada contra ele, mas o caso foi arquivado no ano passado por "ausência de manifestação da requerente".
Wenderson também já havia sido preso em 2016 após tentar assaltar um carro, sendo espancado por populares antes de ser detido. Ele ficou três meses na cadeia, onde afirmou ter se convertido ao cristianismo. Ao sair, passou a vender doces para custear os estudos e compartilhou mensagens motivacionais nas redes sociais.
Prisão e últimos momentos
Depois de assassinar Carla Gobbi, Wenderson fugiu para uma rua próxima e foi encontrado ferindo a si mesmo com a mesma faca usada no crime. Ele foi levado ao Hospital Estadual Antônio Bezerra de Farias, onde apresentou comportamento agressivo e tentou remover os curativos, sendo necessário o uso de algemas. Após receber alta, foi encaminhado ao sistema prisional, onde permaneceu até sua morte neste domingo.
A Sejus ainda não divulgou detalhes sobre as circunstâncias exatas da morte de Wenderson Rodrigues de Souza. O caso segue sob investigação.
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