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      Brasil vai conviver com inflação acima da meta a curto prazo, diz Galípolo

      O presidente do BC afirma que o país terá que lidar com uma inflação superior a 3% neste ano e sinaliza novos ajustes na taxa de juros

      Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo REUTERS/Adriano Machado/foto de arquivo (Foto: REUTERS/Adriano Machado/foto de arquivo)
      Redação Brasil 247 avatar
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      247 - O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, admitiu, nesta quinta-feira (27), que o Brasil enfrentará desafios econômicos no curto prazo, com uma inflação que deve ficar acima da meta estabelecida para este ano, que é de 3%. Galípolo Sobre o  “incômodo” de conviver com inflação e juros altos. As informações são do Metrópoles.

      Atualmente, a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 5,06%, superando significativamente o teto da meta inflacionária para 2023, que é de 4,50%. Esse desvio de valores implica desafios para o controle da economia brasileira. Em relação à política monetária, Galípolo foi cauteloso ao comentar a próxima decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, e evitou detalhar o tamanho do próximo aumento.

      O presidente do BC se limitou a reforçar o que já havia sido exposto na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira (25/3). De acordo com o documento, o BC ainda considera que o ciclo de alta da Selic "não está encerrado", mas indicou que a próxima elevação seria "de menor magnitude". Em 2025, a meta de inflação será de 3%, com um intervalo de tolerância entre 1,5% (piso) e 4,5% (teto), e a autoridade monetária terá que monitorar os níveis de inflação de perto.

      Galípolo também destacou a necessidade de uma segunda carta ao Congresso caso a inflação continue fora da meta. O presidente do BC confirmou que a inflação poderá ultrapassar o teto da meta já em junho, o que obrigaria o Banco Central a se pronunciar formalmente sobre o descumprimento das metas de controle inflacionário.

      A partir deste ano, a meta de inflação passou a ser contínua, sendo apurada mensalmente, e não mais anual. Isso significa que, caso o índice de inflação ultrapasse os limites de tolerância por seis meses consecutivos, a meta será considerada descumprida. A flexibilidade da meta anual foi substituída por um monitoramento mais constante, que visa maior precisão nas ações do governo e do Banco Central.

      A taxa Selic, que se encontra em 14,25% ao ano desde a última reunião do Copom, realizada entre 18 e 19 de março, continua em um patamar elevado. Esse foi o quinto aumento consecutivo da taxa, no que é descrito como um ciclo de aperto monetário iniciado em setembro. O atual nível de juros é o mais alto desde os anos de crise econômica, comparável aos índices registrados em 2015 e 2016, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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