TV 247 logo
      HOME > Economia

      Dólar fecha estável ante real apesar de pressão externa

      O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,10%, aos R$ 5,7622

      Notas de real e dólar (Foto: Amanda Perobelli / Reuters)
      Leonardo Sobreira avatar
      Conteúdo postado por:

      Por Fabricio de Castro

      SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou a quarta-feira praticamente estável ante o real, numa sessão em que a moeda norte-americana oscilou em margens estreitas e se manteve acomodada na maior parte do tempo, apesar da pressão trazida pela manhã de dados ruins de inflação nos EUA.

      O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,10%, aos R$5,7622. Em 2025 a moeda norte-americana acumula queda de 6,75%.

      Às 17h24 na B3 o dólar para março -- atualmente o mais líquido -- cedia 0,18%, aos R$5,7765.

      Pela manhã o dólar ensaiou alguns ganhos ante o real, em sintonia com o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior após o Departamento do Trabalho nos EUA informar que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,5% em janeiro, depois de alta de 0,4% em dezembro. Nos 12 meses até janeiro, o índice avançou 3,0%, de 2,9% em dezembro. Economistas consultados pela Reuters previam altas de 0,3% e 2,9%, respectivamente.

      A inflação mais alta que o esperado nos EUA elevou a percepção de que o espaço para o Federal Reserve promover mais cortes de juros é limitado, o que deu sustentação aos rendimentos dos Treasuries e ao dólar ante as demais divisas. No Brasil, às 10h33 -- pouco depois da divulgação do CPI -- o dólar à vista atingiu a cotação máxima do pregão, de R$5,7883 (+0,35%).

      Como nas sessões mais recentes, porém, o dólar não se sustentou em alta no Brasil. No mercado, a percepção é de que faltam notícias realmente de impacto para a moeda retomar níveis mais elevados ou, ao contrário, voltar para abaixo dos R$5,70. Na mínima da sessão desta quarta-feira, às 15h22, o dólar à vista marcou R$5,7438 (-0,42%), mas depois se reaproximou da estabilidade.

      “Diante dos efeitos que juros mais altos nos Estados Unidos exercem sobre moedas não conversíveis, como o real, o recente desempenho da divisa brasileira indica a continuidade do ajuste, após a forte desvalorização observada em dezembro”, comentou André Galhardo, consultor econômico da plataforma Remessa Online.

      Pela manhã, com impactos menores no câmbio, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que é esperado que a instituição seja mais agressiva ao promover elevações da taxa básica Selic e mais cautelosa em momentos de corte dos juros básicos.

      "Reação preventiva precisa sempre existir, mas é esperado também que o BC tenha uma função de reação assimétrica para altas e para baixas (da Selic). Se o BC deve ser mais agressivo num momento de alta, ele deve ser mais parcimonioso e cauteloso no momento de fazer qualquer movimento para baixo", disse em evento no Rio de Janeiro. Atualmente a Selic está em 13,25% ao ano.

      Pela manhã o Banco Central vendeu, em sua operação diária, 15.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 5 de março de 2025.

      À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$350 milhões em fevereiro até o dia 7, com entradas líquidas de US$191 milhões pela via financeira e saídas de US$541 milhões pela via comercial.

      Às 17h19, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- tinha estabilidade a 107,930.

      ❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

      ✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.

      iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

      Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

      Tags