Alice Weidel promete reativar gasodutos Nord Stream se eleita chanceler da Alemanha pelo AfD
Proposta surge como parte de pacote para a reestruturação energética do país, incluindo o desmonte de turbinas eólicas e a reativação de usinas nucleares
247 - A líder do partido ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, anunciou durante a convenção do partido em Riesa, na Saxônia, que pretende reativar os gasodutos Nord Stream, que conectam a Rússia à Alemanha, caso seja eleita chanceler nas eleições federais marcadas para fevereiro. A proposta surge como parte de um pacote de medidas voltadas à reestruturação da política energética do país, incluindo o desmonte de turbinas eólicas e a reativação de usinas nucleares, informa a DW.
Os gasodutos Nord Stream foram desativados após o início da guerra na Ucrânia, em retaliação à Rússia.
O discurso de Weidel ocorre em meio à ascensão do AfD nas pesquisas eleitorais. Segundo levantamentos recentes, o partido pode se tornar a segunda maior força no Bundestag (Parlamento alemão), consolidando seu apoio especialmente em estados do leste do país, como a Saxônia, onde foi o partido mais votado nas eleições regionais de 2021.
A convenção do AfD foi marcada por fortes protestos. Cerca de 10 mil a 12 mil pessoas se reuniram em Riesa para manifestar contra a legenda, acusada de abrigar extremistas de direita e neonazistas. A polícia utilizou helicópteros, drones e sprays de pimenta para conter os manifestantes, resultando em seis policiais feridos. A manifestação chegou a atrasar o início do evento e bloqueou acessos ao local.
O Escritório Federal para a Proteção da Constituição (BfV), serviço de inteligência interna da Alemanha, classifica o AfD como uma organização "suspeita" de extremismo de direita. Apesar disso, o partido segue crescendo eleitoralmente em meio à insatisfação popular com o governo de coalizão liderado por Olaf Scholz.
Os gasodutos Nord Stream e Nord Stream 2, construídos para transportar gás sob o Mar Báltico da Rússia para a Alemanha, foram atingidos por explosões em setembro de 2022. A Rússia considera as explosões dos dois gasodutos um ato de terrorismo internacional. O jornalista investigativo norte-americano Seymour Hersh, vencedor do Prêmio Pulitzer, publicou uma reportagem em fevereiro de 2023 alegando que as explosões foram organizadas pelos Estados Unidos com o apoio da Noruega. Washington negou qualquer envolvimento no incidente.
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