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      Os EUA foram representados nas conversas na Arábia Saudita por "pessoas completamente diferentes", diz Putin

      O presidente russo disse que apreciou muito as negociações: "Há um resultado"

      Vladimir Putin em coletiva de imprensa ao final da Cúpula do BRICS 2024 (Foto: Alexander Shcherbak/TASS)

      TASS - O presidente russo, Vladimir Putin, falou com repórteres durante uma viagem a São Petersburgo na quarta-feira (19) e disse que seu possível encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, precisaria ser bem preparado para que eles pudessem chegar a acordos sobre questões como a Ucrânia.

      A América foi representada por "pessoas completamente diferentes" nas negociações em Riad, que estavam abertas ao diálogo e determinadas a trabalhar juntas. Putin disse que apreciou muito as negociações: "Há um resultado."

      Ele também disse que o recente ataque ucraniano a uma estação de bombeamento de petróleo do Caspian Pipeline Consortium, no sul da Rússia, fará com que os preços da energia nos mercados mundiais subam e se mantenham altos, para desgosto dos consumidores.

      Sem aumentar o nível de confiança entre a Rússia e os EUA, será impossível resolver muitas questões, incluindo a crise ucraniana. "O propósito desta reunião é construir confiança entre a Rússia e os EUA." A atmosfera das negociações em Riad foi "muito amigável."

      As delegações russa e norte-americana em Riad discutiram, entre outras coisas, questões econômicas e cooperação entre os países no espaço: "O trabalho continua, e as perspectivas são boas."

      Rússia e EUA "deram o primeiro passo" para cooperar no Oriente Médio, incluindo Síria e Palestina: "Há muitas questões envolvendo tanto os Estados Unidos quanto a Federação Russa".

      Moscou e Washington também estão enfrentando uma decisão sobre estender ou não o Novo START: "Todos provavelmente se esqueceram disso. Devo lembrá-los de que em exatamente um ano, em fevereiro, o Tratado de Redução de Armas Estratégicas irá expirar."

      A Rússia informará os países do BRICS "num futuro muito próximo" sobre os resultados das negociações de terça-feira com os EUA: "Sabemos que eles estão interessados ​​no acordo das relações russo-ucranianas e na cessação das hostilidades. Tratamos suas propostas com respeito."

      A Rússia trata a situação em torno da Ucrânia como prioridade. Moscou "nunca recusou" um diálogo: "Foram nossos parceiros nessas negociações que recusaram. Os europeus pararam de se comunicar com a Rússia, e o lado ucraniano se proibiu de negociar."

      Os EUA disseram que as negociações devem envolver tanto a Rússia quanto a Ucrânia: "Quanto ao processo de negociação, Trump me disse em uma conversa telefônica que posso confirmar que, é claro, os Estados Unidos assumem que o processo de negociação envolverá tanto a Rússia quanto a Ucrânia."

      A histeria de Kiev sobre ter sido negada uma cadeira na mesa de negociação da Rússia e dos EUA é inapropriada: "Eles querem sentar aqui na mesa de negociação e mediar entre a Rússia e os EUA?" O assunto das negociações em Riad foi a restauração das relações russo-americanas, ele disse. Moscou e Washington não precisam de mediadores nisso, pois seria uma "exigência excessiva", de acordo com o presidente.

      Trump prometeu resolver rapidamente a crise ucraniana, mas mudou de posição quando obteve acesso a mais dados após assumir a presidência, o que é "absolutamente natural".

      Possível encontro com Trump

      O próximo encontro com seu colega americano Donald Trump precisa ser preparado cuidadosamente: "Quanto tempo isso levará, não estou pronto para responder agora, mas temos o desejo de realizar tal reunião."

      Não basta que o encontro com Trump simplesmente aconteça: "Precisamos garantir que nossas equipes preparem questões que são extremamente importantes tanto para os EUA quanto para a Rússia, inclusive no que diz respeito à Ucrânia".

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