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      Zelensky recusa ceder 50% dos recursos minerais da Ucrânia aos EUA

      Trump, que não se comprometeu em manter assistência militar à Ucrânia, afirmou que quer 500 bilhões de dólares em minerais de terras raras de Kiev

      JD Vance e Zelenskiy participam de reunião bilateral em Munique - 14/02/2025 (Foto: REUTERS/Leah Millis)
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      247 - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, recusou uma oferta dos Estados Unidos para conceder a Washington os direitos sobre 50% dos recursos minerais futuros do país, informou o jornalista Josh Rogin, do Washington Post, nesta sexta-feira (14). 

      Segundo Rogin, uma delegação do Congresso dos EUA, presente na Conferência de Segurança de Munique, apresentou a Zelensky um documento que daria aos Estados Unidos direitos sobre metade das futuras reservas minerais ucranianas. A delegação queria que o presidente ucraniano assinasse o acordo, mas ele teria se recusado a fazê-lo.

      Em 3 de fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Washington esperava que a Ucrânia garantisse acesso a seus metais raros em troca de assistência financeira e militar. No dia seguinte, o Financial Times informou, citando uma fonte próxima a Zelensky, que Kiev estaria considerando transferir minerais raros para os EUA em troca de ajuda.

      Os minerais em questão incluiriam muitas variedades de terras raras, assim como titânio, urânio e lítio, entre outras.

      Trump, que não se comprometeu em manter assistência militar à Ucrânia, afirmou que quer 500 bilhões de dólares em minerais de terras raras de Kiev e que o apoio de Washington precisa ser “garantido”. 

      A 61ª Conferência de Segurança de Munique (MSC) foi inaugurada nesta sexta-feira na cidade alemã e seguirá até 16 de fevereiro.

      O evento terá como foco os desafios globais de segurança, incluindo governança global, resiliência democrática, segurança climática, além do estado da ordem internacional, conflitos regionais e crises. No último dia da conferência, as discussões serão voltadas para o papel da Europa no cenário mundial.

      Este ano, mais de 60 líderes mundiais e tomadores de decisão participarão do principal fórum global de políticas de segurança.(Com agências).

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