Após privatização, Enel mais que dobra tempo médio de espera para atender emergências
Tempo médio de espera para o atendimento a emergências passou de 6h em 2018 para 13h neste ano
247 - O tempo médio de espera dos consumidores para o atendimento de ocorrências emergenciais relacionadas à energia elétrica pela Enel São Paulo tornou-se uma preocupação crescente, de acordo com dados recentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em novembro de 2018,antes da privatização, a média era de 6 horas, considerando os últimos 12 meses, que abrangiam o período em que a Eletropaulo ainda gerenciava a energia em São Paulo até junho de 2018.
“Um ano depois, em 2019, o tempo médio de espera saltou para 9 horas, chegou a 11 horas em 2022 e, em abril deste ano - dado mais atualizado até o momento - a média já é de 13 horas para o atendimento a emergências”, destaca a coluna da jornalista Daniela Lima, no G1. Ainda conforme a Aneel, que classifica a qualidade das 29 maiores concessionárias de energia elétrica do país, posicionou a Enel SP na 19ª posição no ano passado. >>> Enel mantém cerca de 200 mil clientes sem luz em São Paulo após apagão
Os problemas com o fornecimento de energia elétrica causados pelo temporal da última sexta-feira (3) colocou o debate sobre os efeitos das privatizações, com destaque para a proposta de privatização da Sabesp, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. >>> Bolsonaristas enfrentam Tarcisio e decidem entrar na Justiça contra a privatização da Sabesp
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defende a venda da estatal para a iniciativa privada alegando a universalização do abastecimento de água como um dos benefícios. No entanto, a oposição argumenta que isso pode prejudicar o saneamento básico em regiões periféricas e afetar projetos de regularização fundiária. >>> Prefeito de São Paulo cogita acionar Enel na Justiça
O deputado Luiz Claudio Marcolino (PT) destaca que a privatização pode resultar na negligência de áreas que não são lucrativas, prejudicando a população nas periferias. >>> Nunes quer contribuição dos paulistanos para enterrar fiação da rede elétrica
“A hora que você privatiza, a empresa vai olhar se aquela região dá prejuízo, não vai ter atendimento. É a mesma coisa para a população nas periferias na cidade de São Paulo. Quando você tiver uma adutora rompida, um vazamento de água, hoje quando você olha a cidade, o centro expandido e as periferias, já tem uma dificuldade de atendimento. Imagina quando tiver na mão de uma gestão privada”, observou o parlamentar.
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