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      Sem câmeras, PM de Tarcísio amplia mortes em 38% no estado de São Paulo

      Foram 353 vítimas de ações policiais no ano passado. Governador já atacou as câmeras corporais em diversas ocasiões

      Câmera em uniforme da PM e Tarcísio de Freitas (Foto: Agência Brasil)

      247 - No primeiro ano de gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como governador, São Paulo observou um aumento alarmante no número de mortes provocadas por policiais militares em serviço, informa a Folha de S. Paulo. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), houve um crescimento de 38% nas mortes durante ações da PM em 2023, em comparação com o ano anterior.

      O levantamento da SSP revela que 353 pessoas perderam a vida em ações policiais durante o ano passado, contrastando com as 256 vítimas registradas em 2022. Na cidade de São Paulo, o número de pessoas mortas por PMs subiu 54%. Foram 130 mortes em 2023, em comparação com 84 no ano anterior. Esse aumento é motivo de preocupação e levanta questionamentos sobre as políticas de segurança implementadas no estado.

      Um ponto de destaque nessas estatísticas são as duas fases da Operação Escudo, realizadas na Baixada Santista entre julho e outubro, que resultaram na morte de 36 pessoas. "A primeira operação, que deixou um saldo de 28 mortos, foi a intervenção mais letal da PM desde o massacre do Carandiru, em 2 de outubro de 1992, em que 111 presos foram assassinados", diz a reportagem.

      No período anterior, de 2021 para 2022, houve uma queda na letalidade policial, atribuída ao programa de câmeras corporais, iniciado na administração do ex-governador João Doria. Atualmente, o estado conta com aproximadamente 10 mil desses equipamentos, mas não há previsão de ampliação da quantidade de câmeras. O governador Tarcísio de Freitas já expressou contrariedade sobre o tema, embora tenha mencionado que a possível compra de novos dispositivos está em estudo pela Polícia Militar.

      Já em relação a mortes provocadas por policiais militares de folga, houve uma redução de 18% em 2023. Foram 24 mortes a menos em comparação com o ano anterior, totalizando 104 casos em 2023. Na capital, as ocorrências também diminuíram, passando de 88 mortes em 2022 para 69 em 2023, representando uma queda de 22%.

      A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou uma nota afirmando que investe continuamente em treinamento e aquisição de equipamentos de menor poder ofensivo para reduzir a letalidade em intervenções policiais. "Todos os casos dessa natureza são rigorosamente investigados, encaminhados para análise do Ministério Público e julgados pelo Poder Judiciário. Uma Comissão de Mitigação e Não Conformidades analisa todas as ocorrências de mortes por intervenção policial e se dedica a ajustar procedimentos e revisar treinamentos".

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