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      Atos pelo país contra anistia e pela prisão de Bolsonaro

      Às vésperas dos 61 anos do golpe militar, movimentos sociais ocupam as ruas contra a proposta de anistia a golpistas do 8 de janeiro

      (Foto: Assessria do senador Humberto Costa)

      247 - Neste sábado (29) e domingo (30), as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizaram manifestações pelo país contra a anistia aos presos pelo 8 de janeiro e pedindo a prisão de Jair Bolsonaro (PL).

      “Com o desenvolvimento do julgamento desta semana, do núcleo articulador da tentativa de golpe de 8 de janeiro e Bolsonaro no banco do réu, esperamos que essa pauta tome ainda mais fôlego e que a gente consiga avançar tanto na disputa ideológica na sociedade quanto na pressão do judiciário para que Justiça seja feita”, afirma Daiane Araújo, a vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), que integra as frentes.

      Na tarde deste domingo, os manifestantes se concentraram na praça Oswaldo Cruz e seguiranm em caminhada até o antigo Doi–Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna), principal centro de tortura da ditadura militar na cidade.

      Lideranpças políticas como os deputados federais Guilherme Boulos, Ivan Valente, Lindbergh Farias e o parlamentar Antônio Donato, da Assembleia Legislativa de São Paulo, estiveram presentes no ato.

      Boulos reforçou a importância do ato para a luta democrática e reafirmou a articulação para assegurar que o texto de anistia para golpistas não seja aprovado. 


      "Essa semana a gente ficou ouvindo provocação da imprensa, da direita, dizendo que nosso ato ia ser esvaziado", afirmou Boulos. "Eu digo a vocês sem medo de errar, aqui hoje na avenida Paulista tem mais gente do que o ato golpista em Copacabana".

      Os manifestantes também pediam a retirada do governo de Israel da Faixa de Gaza, e o fim da escala 6 X 1.

      No Rio de Janeiro, entidades realizaram panfletagem e ações com cartazes pela cidade. Uma grande faixa foi estendida sob os Arcos da Lapa com a frase "sem anistia para quem ataca a democracia".

      A bandeira foi retirada dez minutos por policiais militares poucos minutos depois de ser estendida. Em nota, a PM afirmou que a remoção foi feita por se tratar de um monumento histórico e cultural.

      No Rio o ato está agendado para a próxima terça (1º de abril), em frente a sede do antigo Dops (Departamento de Ordem Política e Social), no centro, com caminhada em direção ao Clube Militar, na Cinelândia.

      No Recife, os manifestantes ocuparam o Parque Treze de Maio empunhando bandeiras e faixas com a anisita a golpistas. 

      Em Belém do Pará, o ato aconteceu em frente ao Theatro da Paz. 

      Em Belo Horizonte, Minas Gerais, o ato se concentrou na praça da Independência, na avenida Afonso Pena. Cartazes com fotografias de desaparecidos e mortos pela ditadura militar foram levados pelos manifestantes.

      Em Brasília, o ato no Eixão do Lazer teve cartazes contra a anistia e pela memória dos mortos na ditadura, com referências ao filme "Ainda Estou Aqui". Também houve bandeiras e cartazes a favor da Palestina e de um cessar-fogo na região.

       

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