“Belém vai ser outra cidade após a COP”, afirma Lula
O presidente listou uma série de investimentos que serão feitos na cidade para receber o evento
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14), em entrevista à Rádio Clube do Pará, que a COP 30, vai permitir o desenvolvimento da qualidade de vida de Belém. Segundo Lula, o evento, realizado em novembro na capital paraense, deixará um grande legado para a população.
“Belém vai ser outra cidade, com mais espaço cultural, mais saneamento básico, mais hotel de qualidade. É a primeira vez que o Governo Federal coloca um montante de quase R$5 bilhões para ajudar uma cidade a ficar mais bonita. Eu vou vir aqui inaugurar o Ver o Peso (famoso mercado municipal da cidade). Vai ser uma beleza para quem está lá trabalhando e para quem irá comprar. E tudo isso a gente vai fazer com o maior carinho”, disse.
Além do Ver-o-Peso, estão na lista de investimentos previstos o Mercado de São Brás, a construção do Parque Linear São Joaquim, a adequação da infraestrutura da Base Aérea de Belém, a reforma do Parque Linear da Doca, além de obras do canal, de saneamento básico e do Parque da Cidade, espaço onde será a conferência. No Porto Futuro II, cinco galpões estão sendo recuperados e transformados em complexo de lazer e gastronomia. Belém também passa por modernizações no turismo e na qualificação profissional.
O presidente afirmou que todas essas melhorias trarão visibilidade para a região amazônica. “A primeira coisa é visibilidade. O mundo inteiro fala da Amazônia, então vamos trazer o mundo para a Amazônia. Fazer com que as pessoas conheçam a extraordinária beleza dos rios, da fauna, das aves. É importante que as pessoas venham para cá. A Amazônia tem povo. São 29 milhões de pessoas na Amazônia. Pessoas que querem viver, curtir a vida, trabalhar, ter acesso às coisas”, afirmou.
Lula completou afirmando que essa visibilidade vai permitir o fortalecimento dos investimentos pela preservação da Amazônia. “Todos os cientistas afirmam que precisamos evitar o aquecimento da terra. E a floresta dá uma contribuição extraordinária. A América do Sul tem oito países com a floresta amazônica. Para preservar essas florestas, a gente quer, primeiro, que as pessoas conheçam. Segundo, que eles (países ricos) paguem. Embaixo de cada copa de árvores que eles querem que seja preservada, tem um seringueiro, um extrativista, um pescador, um pequeno agricultor que precisa viver bem. Eles já cortaram as árvores deles, agora precisam da nossa de pé”, defendeu.
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