“Forçação de barra”, diz Tarcísio sobre denúncia da PGR
Governador afirmou que a denúncia é uma tentativa de "responsabilizar pessoas que não têm responsabilidade"
247 – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Jair Bolsonaro (PL), criticou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-mandatário.
Durante uma agenda pública nesta terça-feira (25), Tarcísio classificou a acusação como uma "forçação de barra" e alegou que há um tom de "revanchismo" na denúncia contra Bolsonaro.
“Se você pegar… é uma forçação de barra. Você tem, hoje, uma questão de revanchismo. Deixa as paixões de lado, desconsidera você gostar ou não da pessoa, vamos para aquilo que é importante em termos de se pensar em denúncia ou condenação de alguém. Vamos para as evidências. Nada do que é apresentado mostra alguma conexão ou relação”, disse o governador.
Tarcísio também defendeu que a denúncia é uma tentativa de "responsabilizar pessoas que não têm responsabilidade". Ao comentar os áudios divulgados pela Polícia Federal (PF) na segunda-feira (24), que revelam discussões de militares sobre um suposto plano golpista, o governador afirmou que as gravações não apresentam nenhuma evidência de responsabilidade objetiva.
“O que tem os áudios? Em termos de responsabilidade objetiva, absolutamente nada, nada. Então, sinceramente, tem muita forçação de barra nisso”, afirmou.
Moraes arquivou pedido para incluir Tarcísio em inquérito do golpe
No início de fevereiro deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um pedido de investigação contra o governador de São Paulo no inquérito que apura a suposta tentativa de golpe de Estado.
Em 19 de novembro de 2022, Tarcísio esteve no Palácio da Alvorada, onde, no mesmo dia, foi realizada uma reunião para discutir a "minuta do golpe", um decreto que visava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da República.
Segundo a PGR, a presença de Tarcísio no Palácio da Alvorada já era do conhecimento de Alexandre de Moraes, e o pedido de investigação não trouxe nenhum elemento novo que indicasse que o governador participou da reunião ou esteve envolvido no plano golpista. (Com informações de Agência Brasil).
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