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      'Os áudios falam alto: 8/1 foi conspiração para derrubar Lula e implantar uma ditadura', diz Gleisi

      Presidente do PT repercute áudios obtidos pela PF que mostram as articulações da tentativa de golpe: 'não tem nenhum inocente. Sem anistia!'

      Gleisi Hoffmann e os atos terroristas bolsonaristas em Brasília no 8 de janeiro (Foto: ABr)
      Guilherme Levorato avatar
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      247 - A presidente do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) repercutiu nesta segunda-feira (24) os áudios obtidos pela Polícia Federal e divulgados pelo Fantástico, da TV Globo, de militares e outros aliados do governo Jair Bolsonaro (PL) na reta final de 2022, quando as tratativas para golpe de Estado estavam a pleno vapor. As conversas gravadas evidenciam que os tumultuosos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 foram fruto de uma articulação contra o presidente Lula (PT), com o objetivo de implantação de uma ditadura, pontua Gleisi.

      "Não tem nenhum inocente nessa trama. Todos têm de ser responsabilizados, inclusive quem permitiu e apoiou os acampamentos contra a democracia nas áreas dos quartéis. É sem anistia!”, declarou a parlamentar.

      Os áudios trazem à tona diálogos entre militares, policiais militares do Distrito Federal e aliados de Bolsonaro. Um dos trechos mais contundentes foi enviado pelo tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, então lotado no Comando de Operações Terrestres do Exército (Coter). Na mensagem, ele incita os acampados com as seguintes palavras: “eu acho que o pessoal poderia fazer essa descida. E ir atravancando mesmo. Porque a massa humana chegando lá, não tem PM que segure. Vai atropelar a grade e vai invadir. Depois não tira mais”.

      Em outra gravação, o general Mario Fernandes – que na época era o número 2 da Secretaria-Geral da Presidência – solicita, por meio do tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro, que haja uma intervenção para evitar operações da Polícia Federal contra bolsonaristas acampados em frente ao Quartel-General da Força. “Se o presidente pudesse dar um input ali para o Ministério da Justiça, para segurar a PF… Estou tentando agir diretamente junto às Forças, mas se tu pudesse pedir para o presidente ou para o gabinete do presidente atuar...”.

      A pressão sobre os altos escalões das Forças Armadas também é evidenciada em outra gravação. Nela, Fernandes dirige-se ao general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice de Bolsonaro, dizendo: “se o senhor puder intervir junto ao presidente, falar com o ministro Anderson. Segurar a PF, para esse cumprimento de ordem. Ou com o Comandante do Exército, para a gente segurar, proteger esses caras ali”.

      Além desses episódios, um áudio captado de Mauro Cid – que fechou um acordo de delação premiada – confirma que o ex-presidente Bolsonaro teria editado uma minuta com conteúdo golpista. Segundo o ex-ajudante de ordens, “ele entende as consequências do que pode acontecer. Hoje ele mexeu naquele decreto, ele reduziu bastante, fez algo mais direto, objetivo e curto. E limitado, né?”.

      Conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro estaria envolvido em crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado democrático de direito e dano qualificado por violência contra o patrimônio da União.

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